Verão exige atenção redobrada à saúde íntima feminina, alerta ginecologista
Calor, umidade e hábitos comuns da estação favorecem o surgimento de infecções

Com a chegada do verão, aumentam os casos de candidíase, vaginose e infecções urinárias entre as mulheres. Segundo a ginecologista Dra. Márcia Suely, as altas temperaturas, a umidade e alguns hábitos típicos da estação contribuem diretamente para o surgimento dessas condições, que costumam causar bastante desconforto.
De acordo com a médica, a candidíase é uma das queixas mais frequentes nesse período. “É uma situação em que a mulher sente muita coceira, irritação e apresenta um corrimento branco, que incomoda bastante”, explica. Ela destaca que o calor e a umidade favorecem o problema, mas ressalta que não são os únicos fatores envolvidos.
“A gente pensa que é só o calor, a roupa apertada e a umidade, mas a candidíase também tem relação com o abuso de alimentos doces, ricos em açúcar, e com o consumo excessivo de álcool”, pontua a ginecologista. Segundo ela, durante o verão esses hábitos tendem a se intensificar, o que acaba contribuindo para o desequilíbrio da flora vaginal.
Além da candidíase, a Dra. Márcia chama atenção para a vaginose e para as infecções urinárias, que também se tornam mais comuns nessa época do ano. “A mulher passa muito tempo com roupa molhada, seja de biquíni ou maiô, e isso cria um ambiente propício para infecções. Existe ainda um maior contato da região anal com a vaginal, o que pode facilitar a contaminação”, explica.

A médica destaca que, no Nordeste, onde o calor é intenso e a ida à praia e à piscina é mais frequente, os cuidados precisam ser ainda maiores. “É natural aproveitar a praia, a piscina, o verão, mas é preciso ter alguns cuidados simples para evitar adoecer”, afirma.
Entre as principais orientações, a ginecologista recomenda trocar a roupa molhada o mais rápido possível. “Ao sair do mar ou da piscina, o ideal é retirar imediatamente o biquíni ou maiô. Se não for possível, é importante levar uma muda de calcinha e trocar assim que puder”, orienta. O objetivo, segundo ela, é reduzir o tempo em que a região íntima permanece úmida.
Outro ponto destacado é a atenção à alimentação e ao consumo de bebidas alcoólicas, especialmente em períodos festivos como Natal, Réveillon, férias e Carnaval. “É claro que a gente não vai dizer para a mulher não usar biquíni ou não entrar no mar, isso é impossível. Mas é preciso moderação no álcool e nos alimentos muito açucarados, além de cuidados básicos de higiene”, reforça.
Para a Dra. Márcia Suely, pequenas mudanças de hábito podem fazer grande diferença na prevenção dessas infecções durante o verão, garantindo mais conforto e saúde ao longo da estação.






