Entrada do Itaú no Minha Casa Minha Vida deve ampliar crédito e aquecer mercado imobiliário
Concorrência entre bancos e nova faixa para classe média podem reduzir juros e ampliar acesso ao crédito imobiliário

A recente entrada do banco Itaú no programa Minha Casa Minha Vida tem movimentado o mercado imobiliário e gerado expectativas positivas, especialmente para a classe média. O tema foi destaque do quadro Imóveis em Pauta com a participação do especialista imobiliário Humberto Mascarenhas.
Segundo o especialista, não há mudanças imediatas nas regras do programa, mas a entrada de um novo banco já provoca impacto no setor.
“Inicialmente não tem nenhuma mudança concreta, mas o que muda é a forma como o mercado está avaliando isso. A concorrência é necessária e quem mais ganha no final é o consumidor”, explicou.
A presença de mais uma instituição financeira tende a tornar o mercado mais dinâmico e competitivo, o que pode resultar em melhores condições de financiamento ao longo do tempo.
Humberto destacou que o interesse do Itaú está diretamente ligado à criação da chamada Faixa 4 do programa, voltada para famílias com renda entre R$ 9.600 e R$ 13 mil e imóveis de até R$ 600 mil.
“O Itaú já atuava bem com esse público. Com a criação da Faixa 4, ele passa a ter espaço dentro do Minha Casa Minha Vida, o que antes não acontecia”, pontuou.

Ele também lembrou que, por enquanto, o banco deve concentrar sua atuação apenas nessa faixa, enquanto as demais continuam sendo operadas principalmente pela Caixa Econômica Federal.
Outro ponto destacado foi a possibilidade de redução nas taxas de juros, impulsionada pela concorrência entre bancos e pelo cenário econômico.
“Sempre que existe concorrência, há disputa por melhores taxas. Um banco tenta oferecer condições mais atrativas que o outro”, afirmou.
O especialista também citou a influência da taxa Selic, que vem apresentando tendência de queda, o que favorece o crédito imobiliário.
“Isso torna o financiamento mais acessível e atrai mais bancos para o setor”, completou.
Para o mercado como um todo, a expectativa é de crescimento. A ampliação do crédito deve aumentar a demanda por imóveis.
“Quanto menor a taxa de juros, maior é a procura. Isso beneficia construtoras, corretores e todo o setor”, destacou Humberto, projetando um cenário otimista: “A expectativa é de um 2026 com recorde em crédito imobiliário”.
O especialista também chamou atenção para a chamada “demanda reprimida”, formada por pessoas que aguardavam melhores condições para comprar um imóvel.
“Muita gente estava esperando a queda da Selic. Com essa nova configuração e a entrada de mais um banco, esse público se anima ainda mais”, disse.
Na avaliação de Humberto, a entrada do Itaú fortalece o Minha Casa Minha Vida e ajuda a mudar a percepção sobre o programa.
“Ele deixa de ser visto apenas como habitação popular e passa a abranger também a classe média. Isso dá mais robustez e amplia o alcance”, avaliou.
O especialista esclareceu que o modelo tradicional de inscrição via órgãos públicos hoje representa uma parcela pequena do programa.
“Mais de 90% dos imóveis do Minha Casa Minha Vida são vendidos por construtoras, com apoio de imobiliárias. A chance de conseguir por sorteio hoje é mínima”, alertou.
Ele orienta que interessados procurem profissionais especializados para viabilizar a compra. “É possível sair do aluguel com subsídio e parcela acessível, basta buscar orientação correta”, concluiu.






