Saúde

Dia Mundial de Combate à Tuberculose: pneumologista alerta para diagnóstico precoce e risco de abandono do tratamento

Diagnóstico precoce e adesão ao tratamento são fundamentais para evitar complicações

24/03/2026 10h15
Dia Mundial de Combate à Tuberculose: pneumologista alerta para diagnóstico precoce e risco de abandono do tratamento

Celebrado nesta terça-feira (24), o Dia Mundial de Combate à Tuberculose chama a atenção para uma doença ainda presente e com alto impacto na saúde pública. O pneumologista Ivan Júnior destacou a importância do diagnóstico precoce e da adesão correta ao tratamento para evitar complicações e mortes.

Segundo o especialista, a tuberculose pode evoluir de forma grave quando não tratada a tempo.

“É uma doença cuja incidência ainda é muito grande e que traz consequências graves. Alguns pacientes podem evoluir com lesões pulmonares importantes e, em casos mais severos, até morrer. Por isso, é fundamental procurar o diagnóstico precoce”, afirmou.

O médico explica que sintomas respiratórios persistentes devem acender o alerta.

“Quando a pessoa apresenta um quadro pulmonar com sintomas que demoram a ser identificados, é preciso pensar na tuberculose. Com o diagnóstico correto, o tratamento é muito efetivo e pode levar à cura”, ressaltou.

Apesar do tratamento ser oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), Dr. Ivan alerta para dificuldades na adesão, especialmente entre pacientes que demoram a procurar atendimento ou interrompem a medicação antes do tempo recomendado.

“Muitas vezes o paciente demora a buscar o médico, seja por falta de tempo ou por hábitos como consumo de álcool e tabaco. Isso favorece a transmissão da doença para outras pessoas”, explicou.

Ele também chama atenção para o abandono do tratamento após a melhora inicial.

“Em cerca de dois meses, o paciente já apresenta melhora significativa, ganha peso e os sintomas desaparecem. Alguns acreditam que estão curados e param de tomar os remédios, o que faz a doença voltar, muitas vezes de forma mais grave”, disse.

O abandono do tratamento pode trazer consequências ainda mais sérias.

“Isso pode gerar resistência medicamentosa. Ou seja, os remédios deixam de fazer efeito e é necessário um tratamento mais longo e complexo. Em alguns casos, ainda não há medicação eficaz para todas as situações”, alertou.

Segundo o pneumologista, seguir o tratamento até a alta médica é essencial.

“É preciso manter o tratamento completo, aguardar a alta e, se necessário, fazer revisões para confirmar a cura”, orientou.

A tuberculose é transmitida pelo ar, por meio da tosse de pessoas infectadas.

“O paciente elimina bacilos que ficam suspensos no ar e podem ser inalados por outras pessoas, principalmente aquelas com baixa imunidade ou desnutrição”, explicou.

Entre os principais sintomas estão:

“O conjunto desses sintomas deve levar o paciente a procurar uma unidade de saúde para investigação”, destacou.

Além da forma pulmonar, a tuberculose pode atingir outros órgãos. O médico cita casos como tuberculose ganglionar (ínguas), pleural (com acúmulo de líquido no tórax), intestinal e até formas mais graves, como a que atinge o sistema nervoso.

“Cada manifestação apresenta sintomas específicos, mas todas exigem investigação médica. Em alguns casos, é necessário encaminhamento para unidades especializadas”, explicou.

Em Feira de Santana, o diagnóstico e tratamento contam com suporte especializado.

“Existe uma central específica para tuberculose na cidade, com profissionais e exames que auxiliam principalmente no diagnóstico da forma pulmonar”, informou.

O tratamento padrão dura, em média, seis meses, podendo ser prolongado em situações específicas.

“Na maioria dos casos, a doença tem cura. O importante é procurar atendimento ao perceber os sintomas e seguir corretamente o tratamento”, concluiu.

*Com informações do repórter JP Miranda

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