Acidentes em piscinas acendem alerta para riscos em ralos de sucção
Casos recentes com vítimas fatais, incluindo uma adolescente de 12 anos, evidenciam a importância de manutenção e cuidados básicos

A morte de uma adolescente de 12 anos após ter o cabelo sugado pelo ralo de uma piscina, no interior de São Paulo, reacendeu o alerta sobre os riscos desse tipo de estrutura. O caso ocorreu no último domingo (19), quando a jovem brincava com amigos em uma piscina residencial e acabou ficando presa pelo cabelo no sistema de sucção. Ela chegou a ser socorrida, mas não resistiu após dias internada em estado grave.
Outros casos recentes também reforçam o cenário de preocupação. Ainda em São Paulo, um menino de um ano morreu após se afogar em uma piscina durante uma confraternização familiar. Em outro episódio, um salva-vidas perdeu a vida ao ser sugado por um ralo em um parque aquático enquanto tentava recuperar um objeto.
Diante das ocorrências, o Corpo de Bombeiros tem reforçado orientações essenciais para prevenir acidentes, especialmente relacionados aos ralos de sucção.
A tenente Jéssyka Cerqueira, do 2º Batalhão de Bombeiros Militar de Feira de Santana, destaca que a atenção deve começar antes mesmo de entrar na água.
“A primeira recomendação é nunca utilizar piscinas que apresentem ralos sem tampa, danificados ou soltos. Esses locais devem ser evitados imediatamente”, alerta.
Segundo ela, é fundamental que as piscinas estejam equipadas com dispositivos de segurança adequados.
“Os ralos devem possuir sistemas de proteção, conhecidos como antiaprisionamento, que reduzem o risco de sucção do cabelo ou de partes do corpo”, explica.
A tenente também chama atenção para cuidados simples, mas que podem salvar vidas, especialmente no caso de crianças.
“É importante manter cabelos longos sempre presos ao entrar na água. Além disso, a supervisão constante de um adulto é indispensável. Crianças nunca devem permanecer sozinhas em piscinas, mesmo em ambientes considerados seguros”, reforça.
Outro ponto destacado é a necessidade de manutenção adequada das estruturas.
“Em caso de qualquer sinal de problema na piscina, a orientação é não utilizar o local e comunicar imediatamente aos responsáveis”, orienta.
Para a oficial, a prevenção ainda é a melhor forma de evitar tragédias. “Medidas simples como atenção, manutenção adequada e respeito às normas de segurança fazem toda a diferença na preservação da vida”, afirma.
*Com informações da repórter Isabel Bomfim






