Nutróloga orienta como consumir chocolate sem prejudicar a saúde e alerta para riscos do excesso
Consumo moderado, escolha certa e rotina saudável são essenciais para evitar danos à saúde na Páscoa

Com a chegada da Páscoa, período marcado pelo aumento no consumo de chocolates, especialistas reforçam a importância do equilíbrio alimentar para evitar impactos negativos à saúde. A médica nutróloga Dra. Aline Jardim trouxe orientações práticas sobre como aproveitar a data sem exageros.
Segundo a especialista, o apelo comercial e cultural da Páscoa contribui diretamente para o consumo elevado de doces.
“É o momento em que as pessoas ficam aguardando ansiosamente, e o marketing das indústrias contribui muito. Hoje, parece que se você não deu um ovo de Páscoa, você não está participando”, destacou.
Ela alerta que o excesso pode ser especialmente perigoso para pessoas com doenças como diabetes.
“Tudo que é em excesso é perigoso, principalmente o chocolate, que é rico em carboidrato e açúcar”, afirmou.
A nutróloga explica que não é apenas a quantidade, mas também a qualidade do chocolate que deve ser observada. Produtos com maior teor de cacau são mais indicados.
“Quando falamos de chocolate de qualidade, estamos falando de 70%, 80% ou até 100% de cacau”, explicou.
Ainda assim, ela reconhece que nem todos se adaptam ao sabor mais intenso desses produtos. Para esses casos, a recomendação é moderação e estratégia no consumo.
“Se você não se adapta ao chocolate mais amargo, coma o tradicional, mas com controle. O ideal é consumir após as refeições, porque isso reduz o impacto na glicemia”, orientou.
Outro ponto destacado pela médica é o cuidado com produtos que se apresentam como “diet” ou “sem açúcar”.
“Muitas vezes, esses produtos ainda têm açúcar ou são ricos em gordura saturada. É fundamental ler o rótulo”, alertou.
A médica também abordou o consumo entre crianças, que tendem a exagerar no período. A orientação é que os pais estabeleçam limites e evitem associar o doce a recompensas.
“Não devemos usar o chocolate como prêmio. Isso pode criar uma relação emocional com o alimento que a pessoa leva para a vida adulta”, explicou.
Ela sugere estratégias simples, como fracionar o consumo ao longo da semana. “Evite comprar ovos muito grandes e faça acordos: um pedacinho por dia, após as refeições”, disse.
Além disso, a nutróloga chamou atenção para o aumento de problemas de saúde em crianças.
“Hoje temos mais casos de obesidade infantil, diabetes e alterações como colesterol alto. Isso impacta diretamente no desenvolvimento e na saúde futura”, ressaltou.
Para pessoas com diabetes, o alerta é ainda maior.
“O diabético precisa manter a dieta rigorosamente. Não adianta usar medicação e manter hábitos inadequados. A mudança de estilo de vida é permanente”, afirmou.
Mesmo produtos considerados “fitness” devem ser consumidos com cautela.
“Sem açúcar ou sem lactose não significa que não seja calórico. Se não houver estratégia, também impacta a glicose”, completou.
Caso haja exageros durante a Páscoa, a recomendação é retomar rapidamente hábitos saudáveis, sem radicalismos.
“Segunda-feira é vida normal. Volte à rotina com alimentação equilibrada e, se possível, reduza o consumo à noite”, orientou.
Ela também sugere práticas como o jejum noturno controlado. “Às vezes é preciso fazer pequenos sacrifícios para amenizar os danos”, disse.
A especialista destacou que o maior problema está na repetição dos excessos ao longo do tempo.
“O dano maior é o que você faz repetidamente. Um fim de semana de exagero pode comprometer todo o esforço da semana”, concluiu.






