Preço do barril de petróleo encosta em US$ 120 com escalada da guerra
Ontem, a cotação superou a barreira de US$ 100 pela primeira vez desde 2022.

O preço do barril de petróleo recua nesta manhã após disparar em meio ao avanço do conflito no Oriente Médio. Durante a madrugada, a cotação do Brent, referência internacional no valor do combustível, atingiu US$ 119,50. Ontem, a cotação superou a barreira de US$ 100 pela primeira vez desde 2022.
O que aconteceu
Contratos futuros de petróleo disparam na abertura desta semana. Após disparar 16,77%, o valor do Brent opera em leve queda de 3,6% nesta manhã, após encostar em US$ 120 durante a madrugada. A cotação do WTI (West Texas Intermediate), por sua vez, também chegou a US$ 119,43 na abertura dos negócios.
Interrupção de fornecimento motiva a disparada dos preços. O avanço das cotações do petróleo ocorre em meio à interrupções nos movimentos dos navios no estreito de Ormuz. A determinação do Irã afeta o transporte do combustível, já que a região é caminho de cerca de um quinto do abastecimento mundial de petróleo.
Países admitem liberação de reservas de petróleo de emergência. A leve queda de preços após a escalada na madrugada é motivada pela notícia do jornal Financial Times de que o G7, grupo dos países mais ricos do mundo, e a Agência Internacional de Energia, discutirão a liberação conjunta dos reservatórios.
Ação conjunta pode liberar até 30% da reserva global de petróleo. Fontes consultadas pelo Financial Times indica que funcionários do governo dos Estados Unidos julgam como apropriada a liberação conjunta na faixa de 300 a 400 milhões de barris de petróleo. O volume estimado corresponde a até 30% dos 1,2 bilhão de barris da reserva internacional.
Países cortam a produção em meio às restrições estipuladas. Com a interrupção da passagem do líquido pelo estreito de Ormuz, Iraque e o Kuweit anunciaram que reduziram a produção do combustível. A expectativa é de que os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita também cortem parte de sua produção devido à falta de capacidade de armazenamento.
Potenciais de armazenamento já atingem capacidade máxima. Com a limitação para o escoamento do combustível bruto, fontes apontam que a produção de petróleo nos principais campos petrolíferos do sul do Iraque caiu 70%. No Kuweit, a petroleira estatal iniciou o corte de produção no sábado e ampliou os esforços para o embarque do óleo.
Nomeação de líder supremo do Irã escalou as tensões no Oriente Médio. Ontem, o país anunciou Mojtaba Khamenei para suceder o pai, Ali Khamenei, que morreu no último dia 28 de fevereiro durante a ofensiva conjunta dos Estados Unidos com Israel. O anúncio foi recebido com indícios de manutenção da posição linha dura do regime iraniano.
Desdobramentos ampliam temores sobre o impacto na economia global. Diante da perspectiva de que os preços do petróleo permaneçam elevados por um longo período sem o arrefecimento da guerra, surgem as preocupações econômicas a respeito do conflito. Os principais riscos envolvem uma onda inflacionária e a desaceleração de crescimento dos países.
Presidente dos EUA, Donald Trump, minimiza impacto da cotação do petróleo. Ontem, o republicano afirmou que a disparada de preço dos barris é insignificante diante da importância de “eliminar a ameaça nuclear do Irã”. Ele avalia que as cotações cairão rapidamente quando terminar a destruição do modelo iraniano. “É um preço muito pequeno a pagar pela segurança e pela paz dos Estados Unidos e do mundo”, disse.
*Com informações Uol






