Economia

Governo reduz projeção do salário mínimo de 2026 para R$ 1.627

Revisão reflete inflação menor que a esperada; reajuste deve ficar em torno de 7,2% sobre o piso atual

30/11/2025 15h59
Governo reduz projeção do salário mínimo de 2026 para R$ 1.627
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O governo federal revisou para baixo a projeção do salário mínimo de 2026, que passou de R$ 1.631 para R$ 1.627. A atualização foi enviada pelo Ministério do Planejamento ao Congresso para subsidiar a análise do Orçamento do próximo ano.

A queda decorre do comportamento da inflação, um dos componentes da fórmula de correção do piso. Como os preços têm subido menos do que o previsto, a expectativa é de que o reajuste também seja menor. Se confirmada a nova estimativa, o aumento será de cerca de 7,2% em relação ao salário mínimo atual, de R$ 1.518.

O valor definitivo será conhecido após a divulgação do INPC, índice usado para calcular o reajuste. O governo, porém, não espera variação significativa em relação à projeção de R$ 1.627.

Apesar da revisão, o Ministério do Planejamento não solicitou ao Congresso redução das despesas atreladas ao mínimo, como aposentadorias, pensões, seguro-desemprego e abono salarial. Segundo a pasta, eventuais ajustes dependerão dos parlamentares.

A fórmula de correção do salário mínimo considera a inflação acumulada em 12 meses até novembro, mais o crescimento do PIB, com um limite de até 2,5% acima da inflação conforme o arcabouço fiscal.

Comentários

Leia também

Economia
Ibovespa despenca e dólar dispara após especulação sobre candidatura de Flávio Bolsonaro em 2026

Ibovespa despenca e dólar dispara após especulação sobre candidatura de Flávio Bolsonaro em 2026

Às 13h57, o principal índice da Bolsa operava em queda de 1,98%
Economia
Saques na poupança superam depósitos em R$ 2,85 bilhões no Brasil em novembro

Saques na poupança superam depósitos em R$ 2,85 bilhões no Brasil em novembro

No acumulado do ano, o saldo se manteve negativo em R$ 90,978 bilhões
Economia
Brasil deixa grupo das dez maiores economias e passa a ocupar 11º lugar

Brasil deixa grupo das dez maiores economias e passa a ocupar 11º lugar

Queda ocorreu após o PIB brasileiro registrar alta de 0,1% no terceiro trimestre