Fundação Hospitalar projeta expansão de serviços e qualificação do atendimento em Feira de Santana
Gestão destaca parceria com o Sírio-Libanês, ampliação de leitos, fortalecimento da assistência à mulher e à criança e investimentos em profissionais da saúde em Feira de Santana.

A saúde pública de Feira de Santana entra em 2026 com desafios importantes, mas também com avanços significativos na expansão de serviços, qualificação do atendimento e fortalecimento da rede hospitalar municipal. A avaliação foi apresentada pela diretora-presidente da Fundação Hospitalar, Gilberte Lucas.
Segundo a gestora, o ano de 2025 foi marcado pelo cumprimento integral das metas estabelecidas no planejamento institucional, abrindo caminho para novos investimentos e melhorias neste início de ano.
“Entramos em 2026 com um ano muito importante. Em 2025, conseguimos atingir todas as metas estabelecidas em planejamento, passando por processos de normatização importantes dentro da instituição”, destacou.
Um dos destaques citados foi o Hospital da Mulher, que foi selecionado, em parceria com o Hospital Sírio-Libanês, para um processo de reestruturação da assistência. A unidade recebe uma consultoria técnica com foco na melhoria do atendimento.
“O Sírio-Libanês vem prestando uma consultoria junto com nossa equipe técnica, trazendo projetos que nos permitem planejar novas ações e fortalecer cada vez mais a assistência”, explicou.
A presidente reforçou que a Fundação Hospitalar vai além do Hospital da Mulher, sendo responsável atualmente pela gestão de sete unidades de saúde em Feira de Santana, entre elas a Casa de Parto, o Hospital Inácia Pinto dos Santos (Hospital da Mulher), o CMDI da Baraúnas, o CMDI Maria Quitéria, o Centro Municipal de Prevenção ao Câncer, além de ambulatórios e laboratórios especializados.
A Casa de Parto, segundo ela, deve ser ampliada com mais dois leitos, fortalecendo o atendimento humanizado às gestantes.
Gilberte ressaltou os avanços no atendimento à saúde da mulher, especialmente com a implantação do Ambulatório de Saúde da Mulher, localizado próximo ao Hospital da Mulher, garantindo maior integração entre os serviços.
“Hoje a gestante de alto risco tem um acompanhamento contínuo, com cardiologia, ginecologia, ultrassonografias, além do pós-parto com atendimento psicológico, psiquiátrico e neurológico quando necessário”, afirmou.
Na área pediátrica, a rede também foi fortalecida, com a ampliação de especialidades.
“Atualmente contamos com 18 especialidades pediátricas, como neuropediatria, cardiologia, gastro, alergia, hematologia e ortopedia pediátrica. Isso garante uma assistência mais completa às crianças do município”, pontuou.
A gestora também detalhou o acompanhamento oferecido aos bebês prematuros, especialmente os que passam pelo método canguru.
“O bebê que nasce prematuro extremo recebe assistência desde a UTI neonatal até o acompanhamento ambulatorial, semanal, por uma enfermeira especialista e o pediatra. Esse cuidado se estende até um ano de idade para evitar complicações futuras”, explicou.
Sobre a expansão dos serviços em 2026, Gilberte explicou que estudos de fluxo estão sendo realizados para ampliar especialidades com grande demanda, como pré-natal de alto risco e neuropediatria.
“São atendimentos contínuos, que exigem garantia de retorno. Por isso defendemos que esses acompanhamentos sejam agendados diretamente na unidade, para não perder vagas e continuidade do tratamento”, disse.
Ela citou como exemplo o atendimento no Centro Municipal de Prevenção ao Câncer, onde os exames e procedimentos são agilizados para evitar que o paciente volte à fila da regulação.
“Não faz sentido mandar um idoso de volta para a rede para marcar um exame. Se ele já está na unidade, a gente precisa agilizar o diagnóstico e o tratamento”, destacou.
A presidente também falou sobre melhorias na humanização e no fluxo do atendimento, especialmente na emergência obstétrica do Hospital da Mulher. Segundo ela, mudanças implementadas ao longo dos anos reduziram filas e deram mais agilidade ao atendimento.
“Hoje temos classificação de risco feita por enfermeiras obstetras, pulseiras de identificação e prontuário eletrônico, o que agiliza o atendimento das gestantes em situação de urgência”, explicou.
Entre os projetos em andamento, estão a reforma da emergência, a ampliação da enfermaria com mais 15 leitos e a criação de leitos exclusivos para gestantes vítimas de violência, com atendimento multiprofissional.
“Vamos ter um espaço reservado com psicólogo e assistente social, para garantir um atendimento direcionado e humanizado”, disse.
Outro avanço citado foi a implantação de uma enfermaria específica para mulheres que sofreram perda gestacional.
“É desumano colocar uma mulher que perdeu o bebê no mesmo quarto de quem acabou de dar à luz. A gente trabalha para corrigir isso mesmo diante da alta demanda”, afirmou.
Questionada sobre os profissionais de saúde, Gilberte Lucas garantiu que há investimentos contínuos em capacitação e contratação.
“Em 2025 fizemos várias capacitações técnicas, trazendo profissionais de fora, principalmente nas áreas de neonatologia e hemorragia pós-parto. Isso vai continuar em 2026”, pontuou.
Ela confirmou ainda a solicitação de cerca de 80 novos profissionais, entre enfermeiros, técnicos de enfermagem e outras áreas, por meio do concurso público de 2024.
“Já tivemos um sinal positivo do prefeito José Ronaldo, e novos profissionais efetivos devem chegar para reforçar as equipes da Fundação Hospitalar”, afirmou.
Além disso, a Fundação segue fortalecendo o perfil de hospital-escola, com residência médica e parcerias com 11 instituições de ensino.
“Desde 2019 temos residência médica em ginecologia e obstetrícia. Em 2025 conquistamos a residência em neonatologia e queremos expandir para enfermagem obstétrica”, destacou.






