Especialista analisa futuro do Bitcoin e segurança dos investimentos
O futuro do Bitcoin pode ser incerto, mas sua trajetória até agora demonstra que ele veio para ficar.
O Bitcoin tem sido um dos temas mais debatidos nos últimos meses, especialmente após o compromisso do presidente eleito dos Estados Unidos de não criar uma moeda digital para concorrer com a criptomoeda. Para esclarecer dúvidas sobre o assunto, o programa Jornal do Meio Dia (Rádio Princesa FM) recebeu Camilo Ramos Suassuna, graduado em Administração de Empresas e pós-graduado em Marketing Estratégico.
Camilo relembrou sua primeira experiência com o Bitcoin, ainda em 2009, quando participou de uma pesquisa acadêmica sobre novas tecnologias.
“Na época, o Bitcoin havia sido lançado recentemente, e lembro que escolhemos essa tecnologia para estudar. Desde então, passei a me interessar pelo assunto e nunca mais parei”, contou.
A criptomoeda foi criada em outubro de 2008 por Satoshi Nakamoto.
“Cada Bitcoin valia apenas 0,03 centavos de dólar”, explicou Camilo. “O criador, Nakamoto, desapareceu após três anos, o que gerou diversas especulações sobre sua identidade e possíveis interesses por trás da moeda”.
A valorização do Bitcoin tem sido impressionante. “Se alguém tivesse investido R$ 100 em Bitcoin em 2010, hoje teria R$ 175 milhões”, destacou o especialista. Segundo ele, grandes investidores como Bill Gates e Jorge Soros afirmam que, nos próximos 20 anos, quem possuir entre dois e três Bitcoins poderá comprar um jatinho e ainda sobrar dinheiro.
No entanto, Camilo alerta para os riscos. “O maior perigo é perder a senha. Há registros de que 20% dos Bitcoins já minerados foram perdidos porque seus donos esqueceram ou perderam o acesso às senhas”, disse. “Para evitar isso, algumas pessoas armazenam suas chaves de acesso em pedaços de papel ou até mesmo gravadas em placas de metal”.
A segurança do Bitcoin
O Bitcoin opera por meio de um sistema chamado Blockchain, um livro de registros digital descentralizado.
“Esse sistema distribui a informação entre diversos computadores ao redor do mundo, tornando impossível fraudar transações”, explicou Camilo. “Cada vez que uma transação ocorre, computadores ao redor do planeta realizam cálculos complexos para validar a operação”.
Além disso, há diferentes formas de armazenar Bitcoin com segurança. “A melhor forma de proteger seus investimentos é manter suas senhas em um local seguro e, se possível, utilizar dispositivos da Apple, que oferecem um nível mais alto de proteção”, aconselhou.
A eleição de Donald Trump trouxe novas perspectivas para o mercado de criptomoedas. “Trump é um visionário e recentemente lançou sua própria moeda digital, a Trump Coin, que valorizou 369% após sua eleição”, revelou Camilo. “Ele também prometeu não criar uma moeda digital oficial dos Estados Unidos, o que pode impulsionar ainda mais o Bitcoin”.
Para Camilo, o Bitcoin representa a evolução do dinheiro. “Ao longo da história, a humanidade já usou sal, ouro e papel como moedas. Agora, estamos entrando na era digital. O Bitcoin é uma moeda global, descentralizada e independente de governos”, concluiu.