Canetas emagrecedoras deixam a região íntima flácida? Nutróloga esclarece e orienta mulheres sobre cuidados
Dra. Aline Jardim desfaz mito sobre efeitos das canetas emagrecedoras.

O tema ganhou repercussão nas redes sociais, virou meme e gerou dúvidas reais entre as mulheres: afinal, as canetas emagrecedoras podem deixar a região íntima “murcha”? A médica nutróloga Dra. Aline Jardim, convidada do quadro Saúde em Pauta, esclareceu a polêmica e explicou o que realmente provoca alterações estéticas e funcionais na vulva e na vagina.
Dra. Aline ressaltou que o mito não tem fundamento: “Não é a caneta emagrecedora que vai deixar a sua região íntima murcha, e sim a perda de peso em grande quantidade. Isso pode acontecer tanto com o uso das canetinhas quanto após bariátrica ou qualquer emagrecimento rápido.”
Segundo ela, assim como braços, abdômen e rosto acumulam gordura e podem perder volume após o emagrecimento, a região íntima também sofre mudanças. O mesmo ocorre com o avanço da idade, quando há redução natural de colágeno.
Dra. Aline citou o caso da cantora Maraísa, que relatou flacidez íntima após grande perda de peso.
“É excesso de pele. A mulher emagrece muito rápido e aquela pele que antes era preenchida por gordura fica flácida, com aspecto murcho, o que incomoda esteticamente.”
A nutróloga destacou que, ao contrário do que muitas mulheres imaginam, há soluções seguras e eficientes.
Ela mencionou o trabalho da ginecologista e sexóloga Dra. Ariele, parceira no Hospital da Plástica, que atua com tecnologias como o laser de CO₂:
“Esse laser faz estímulo de colágeno, melhora a aparência, diminui excesso de pele, reduz lábios vaginais e até o clitóris quando está aumentado. Fica muito bonito e natural.”
Além das opções cirúrgicas, há bioestimuladores e procedimentos similares aos realizados no rosto, adaptados para a região íntima.
Dra. Aline reforçou que o medo das canetas emagrecedoras é infundado:
“Vocês não têm que ter medo do medicamento. O que coloca sua saúde em risco é a obesidade, resistência à insulina e síndrome metabólica. As canetas são usadas na endocrinologia, ginecologia, cardiologia e nutrologia. São uma revolução.”
Quando mal acompanhadas, no entanto, podem gerar perda de massa muscular, algo evitado com orientação adequada.
“A pessoa só perde músculo se usar a caneta sozinha, sem acompanhamento. Com supervisão médica, não existe efeito rebote.”
A médica alertou que o uso inadequado de hormônios masculinos é outro fator que pode alterar a vulva.
“Chegam mulheres ao consultório usando testosterona injetável, que é para homens. Isso pode aumentar o clitóris em até 7 centímetros. É perigoso e muda todo o aspecto da vagina.”
Para Dra. Aline, cuidar da região íntima vai muito além da aparência: “Tem mulheres que sentem dor até ao secar com papel higiênico. A falta de hormônio deixa a vagina sensível, sem lubrificação. Não é só estética, é saúde e qualidade de vida.”
Ela reforça que a abordagem ideal é multidisciplinar: “Emagrecer é uma etapa. Depois, corrigimos flacidez, excesso de pele e desconfortos com procedimentos estéticos ou cirúrgicos. Corpo, face e região íntima merecem o mesmo cuidado.”
Ao final, a médicas deixou recomendações:
- buscar acompanhamento profissional;
- evitar automedicação, especialmente com hormônios;
- cuidar da saúde metabólica antes da estética;
- entender que flacidez é consequência da perda de gordura, não do medicamento.
“Não deixem de tratar a obesidade por medo de mito. Emagrecimento seguro e orientado salva vidas.”
A Dra. Aline atende no Hospital da Plástica e reforça que o local oferece equipes de nutrologia, ginecologia, estética, cirurgia plástica, odontologia e laser para acompanhamento completo.






