Política

Avanços e reivindicações marcam o Dia do Trabalhador, afirma Deyvid Bacelar

Representante sindical destaca valorização do salário mínimo e redução da jornada como pauta central da classe trabalhadora

01/05/2026 16h34
Avanços e reivindicações marcam o Dia do Trabalhador, afirma Deyvid Bacelar

O Dia Internacional do Trabalhador, celebrado em 1º de maio, é marcado tanto por comemorações quanto por mobilizações em defesa de novas conquistas. Em entrevista ao Jornal do Meio Dia, o coordenador-geral licenciado da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar, ressaltou avanços recentes para os trabalhadores, mas reforçou que ainda há pautas históricas em disputa.

Segundo Bacelar, o atual cenário econômico apresenta indicadores mais positivos em comparação aos últimos anos. Ele destacou a política de valorização do salário mínimo como um dos principais pontos. “Temos um ganho real no salário mínimo desde 2023, o que fortalece a massa salarial e movimenta a economia nos municípios e estados”, afirmou.

O dirigente também citou a redução da taxa de desemprego como reflexo de políticas de incentivo à geração de empregos e atração de investimentos. “Hoje temos uma das menores taxas de desemprego da história do Brasil, resultado de investimentos e da retomada de setores produtivos, inclusive na Bahia”, disse, mencionando a instalação de indústrias e projetos ligados à energia eólica no estado.

Além disso, Bacelar elencou outras medidas que, segundo ele, impactam diretamente a vida da população, como a ampliação de programas habitacionais e propostas de isenção do imposto de renda para quem recebe até R$ 5 mil.

Apesar dos avanços, o coordenador da FUP enfatizou que o 1º de Maio também é um momento de luta. Entre as principais reivindicações da classe trabalhadora está a redução da jornada de trabalho sem diminuição de salários, com o fim da escala 6×1.

“A sociedade clama por mais qualidade de vida. O trabalhador precisa ter tempo além do trabalho, conviver com a família e cuidar da saúde”, afirmou. Ele lembrou que a jornada atual, estabelecida desde a Constituição de 1988, ainda não passou por revisões significativas.

De acordo com Bacelar, a proposta de redução da carga semanal de 44 para 40 horas já avançou no Congresso Nacional e segue em tramitação. “Agora, precisamos pressionar para que essa pauta avance e seja aprovada, pois é uma demanda histórica dos trabalhadores”, pontuou.

Para o dirigente, o Dia do Trabalhador deve unir celebração e mobilização. “Temos motivos para comemorar, mas também para continuar na luta por mais direitos e melhores condições de vida para todos os trabalhadores e trabalhadoras”, concluiu.

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