Saúde

Atletas de alto rendimento e o risco cardíaco: Cardiologista explica os desafios além da saúde física

O tema foi inspirado pelo recente infarto do ex-atleta olímpico Tande, destacando a complexidade por trás desses eventos aparentemente paradoxais.

30/04/2024 06h47
Atletas de alto rendimento e o risco cardíaco: Cardiologista explica os desafios além da saúde física
Foto: Ascom, Sudesb

No quadro Saúde do Coração em Pauta do programa Cidade em Pauta (Nordeste FM), o cardiologista Dr. Israel Reis trouxe à tona uma discussão crucial sobre a saúde cardíaca, especialmente em relação aos atletas de alto rendimento. O tema foi inspirado pelo recente infarto do ex-atleta olímpico Tande, destacando a complexidade por trás desses eventos aparentemente paradoxais.

“Se o exercício realmente não era protetor, algumas pessoas me enviaram isso o tempo todo perguntando como, se eu vivo falando de exercício, vivo falando de tudo isso, e ainda assim as pessoas infartam”, refletiu.

O cardiologista ressaltou que, apesar dos esforços em controlar fatores de risco conhecidos, como pressão alta, diabetes, colesterol e tabagismo, há ainda um conjunto de variáveis desconhecidas que contribuem para a formação de placas de gordura, um fator crucial nos eventos cardíacos.

“Existem ainda fatores que a gente não sabe ainda, mesmo com toda a atualização científica, com todos os estudos”, enfatizou.

O debate se estendeu para o papel do exercício de alta intensidade na saúde cardíaca, levantando questionamentos sobre sua eficácia como protetor contra eventos cardíacos. O Dr. Israel apontou para estudos recentes que sugerem uma possível relação entre o exercício intenso e a formação de placas de gordura, especialmente em atletas de endurance.

“O exercício é sempre protetor, mas existe aí na literatura algumas coisas tentando linkar exercício de alta intensidade, exercício de alto rendimento, exercício de longa duração com formação de placas de gordura”, explicou.

No entanto, ele ressaltou que embora esses atletas possam ter mais placas de gordura, estas tendem a ser mais estáveis e menos propensas a causar eventos cardíacos agudos.

“A mensagem final sempre é, entenda que nem sempre controlaremos tudo e por isso respeitem os sinais do seu corpo, dor no peito, cansaço, palpitação. Procurem sempre o seu médico”, concluiu o Dr. Israel, destacando a importância da atenção aos sinais de alerta.

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