Política

Angelo Almeida revela bastidores da saída do PSB e retorno ao PT

Deputado afirma que mudança foi estratégica diante do cenário eleitoral

16/04/2026 07h34
Angelo Almeida revela bastidores da saída do PSB e retorno ao PT

Durante entrevista ao programa Jornal do Meio Dia da Rádio Princesa FM, o deputado estadual Angelo Almeida comentou a decisão de deixar o PSB e retornar ao Partido dos Trabalhadores (PT), destacando que a mudança foi motivada por estratégia eleitoral e necessidade de manter competitividade no cenário político.

Segundo o parlamentar, o PSB, partido ao qual era filiado e que na Bahia é liderado pela senadora Lídice da Mata, apresentava um quadro altamente competitivo nas últimas eleições.

“Em 2022, o partido tinha candidatos fortes em Ilhéus, Itabuna e outras regiões. Era um ambiente muito competitivo, e eu participei dessa disputa, ficando como segundo colocado com cerca de 60 mil votos”, afirmou.

De acordo com Angelo, a mudança de cenário político nos anos seguintes exigiu uma reavaliação de estratégia.

“Esse ano já não tivemos essa mesma configuração. Houve a necessidade de buscar uma reestruturação política, e nada melhor do que fazer isso retornando à minha primeira casa”, explicou.

O deputado destacou a relação histórica com o PT, onde iniciou sua trajetória política ainda como vereador em Feira de Santana.

“O PT foi minha casa e minha grande escola. Foi lá que comecei minha caminhada política e construí minha base”, disse.

Ele ressaltou que a decisão teve como objetivo principal garantir viabilidade eleitoral e continuidade do trabalho político.

“Foi o possível para manter a competitividade, seguir levando nosso nome para reeleição e continuar representando Feira e a Bahia”, pontuou.

Angelo também comentou que a mudança gerou reações no cenário político local, classificadas por ele como naturais.

“Houve ruídos, que considero naturais da política, mas que estão totalmente superados”, afirmou.

O parlamentar destacou o apoio de importantes lideranças para sua volta ao PT, incluindo o governador Jerônimo Rodrigues e o senador Jaques Wagner.

“Tive o apoio incondicional do governador Jerônimo, do Wagner e de quadros históricos do partido aqui em Feira e na Bahia”, disse.

Entre os nomes citados, ele mencionou ainda lideranças políticas e gestores municipais que contribuíram para sua decisão.

“Foram apoios fundamentais, que me deram segurança para retornar à minha casa com otimismo e vontade de continuar trabalhando pelo povo”, concluiu.

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