Defesa de Bolsonaro tem 48h para identificar responsáveis por manutenção de elevador
Advogados informaram ao ministro sobre necessidade de reparar mensalmente o equipamento na casa do ex-presidente, que cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão

Após a defesa de Jair Bolsonaro (PL) solicitar autorização mensal para realizar manutenção preventiva do elevador instalado na casa do ex-presidente, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que os advogados informem, em até 48 horas, o nome completo e o documento de identificação dos profissionais responsáveis pelos reparos.
Em petição, a defesa informou ao ministro sobre a necessidade de reparar mensalmente o equipamento na casa do ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar por motivos de saúde após ser condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
Nesta quarta-feira (29), Moraes mandou os advogados identificarem os técnicos que deverão entrar no imóvel em horário comercial. Segundo o magistrado, a visita deve ocorrer “exclusivamente para manutenção do equipamento”.
Em documento enviado ao STF, a defesa informou que o elevador instalado no local de permanência de Bolsonaro necessita de manutenção a ser realizada todo último dia útil de cada mês, por equipe técnica especializada e identificada, com previsão de início em 30 de abril.
A ordem de serviço apresentada registra pendência técnica nas guias do contrapeso, para evitar desgaste, quebra dos patins e parada do elevador. Assim, a defesa pede ciência do ministro, além de autorização para ingresso dos técnicos na casa de Bolsonaro exclusivamente para esse serviço.
Bolsonaro em prisão domiciliar
O ex-presidente teve prisão domiciliar autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, por um período de 90 dias, após ter sido internado no final de março. Moraes justificou a decisão com base nos problemas de saúde do ex-presidente, que enfrentou uma broncopneumonia bilateral.
Condenação do ex-presidente
Antes da prisão domiciliar, Jair Bolsonaro estava cumprindo pena no 19º Batalhão da Polícia Militar no Distrito Federal, dentro do Complexo Penitenciário da Papuda. Ele foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e, até ser internado, cumpriu 119 dias de prisão, menos de 1% da pena.







