Feira de Santana

Professores intensificam mobilização na Câmara de Feira por precatórios com juros e inclusão de aposentados em reajuste

Categoria protesta contra projeto que prevê pagamento sem juros e critica exclusão de aposentados do reajuste de 5,4%

22/04/2026 11h47
Professores intensificam mobilização na Câmara de Feira por precatórios com juros e inclusão de aposentados em reajuste
Foto: Isabel Bomfim

Uma nova mobilização de professores da rede municipal de Feira de Santana marcou a sessão desta quarta-feira (22) na Câmara de Vereadores. A categoria protesta contra dois pontos principais: o projeto de lei do Executivo que trata do pagamento dos precatórios do Fundef sem a inclusão de juros e a ausência dos professores aposentados no reajuste salarial aprovado recentemente.

A presidente da APLB Feira, Marlede Oliveira, acompanhou a movimentação e criticou a proposta enviada pelo prefeito ao Legislativo. Segundo ela, o texto não contempla o pagamento integral dos valores devidos.

Foto: Isabel Bomfim

“Nós tivemos aqui hoje na Câmara para acompanhar o projeto dos precatórios que o prefeito mandou, que não garante o pagamento dos juros. Em vários municípios, os gestores pagaram os demais funcionários com os recursos recebidos, mas aqui isso não aconteceu”, afirmou.

A principal reivindicação da categoria é que os 60% destinados aos professores incidam sobre o valor total da ação judicial, incluindo os juros acumulados. De acordo com os docentes, o montante inicial de cerca de R$ 98 milhões já ultrapassa R$ 300 milhões com a atualização, o que amplia significativamente os valores a serem distribuídos.

“O que nós estamos sabendo aqui é que alguns vereadores querem votar o precatório do Fundef sem juros, e isso a gente não aceita, porque o valor dos juros é maior. A gente quer que os professores recebam o valor total depositado”, reforçou Marlede.

Ela também destacou que o pagamento dos precatórios é resultado de uma longa luta da categoria, respaldada pela legislação federal que garante o repasse mínimo de 60% para os profissionais do magistério.

Reajuste sem aposentados gera nova insatisfação

Outro ponto de insatisfação é o reajuste salarial de 5,4% aprovado pela Câmara, que contempla apenas professores da ativa. A exclusão dos aposentados tem sido alvo de críticas e ampliou o movimento de mobilização.

“O governo não cumpriu um acordo. Mandou o reajuste dos ativos, que ainda será pago agora no final de abril, mas não mandou o dos aposentados”, criticou a presidente da APLB.

A Prefeitura informou que os professores aposentados deverão ser contemplados em um projeto específico a ser enviado posteriormente à Câmara.

Paralisação e novo ato nesta quinta-feira (23)

Os professores anunciaram uma paralisação para esta quinta-feira (23). A programação inclui um ato em frente à Prefeitura, seguido de mobilização na Câmara.

“Nós teremos um café da manhã às sete e meia, na porta da prefeitura, para reivindicar, e depois seguimos para a Câmara. É o ‘café da manhã com educação’”, anunciou Marlede.

*Com informações da repórter Isabel Bomfim

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