Professores da rede municipal aprovam estado de greve e definem mobilização em Feira de Santana
Como forma de mobilização, a assembleia aprovou a paralisação das atividades na próxima quarta-feira (18)

Professores e trabalhadores da educação da rede municipal de Feira de Santana aprovaram, na sexta-feira (13), o estado de greve durante assembleia realizada na sede da APLB Sindicato no município. A categoria também definiu um plano de mobilização para pressionar o governo municipal diante da falta de avanços nas negociações da pauta de reivindicações.
Antes do início da assembleia, a supervisora técnica do DIEESE-BA, Ana Georgina Dias, apresentou uma análise sobre os recursos do Fundeb e as perdas salariais acumuladas pelos profissionais da educação da rede municipal. A atividade contou ainda com a presença do diretor regional da APLB, Cristiano Rodrigues, e do vice-diretor regional, Paulo de Tarso.
Durante o encontro, a diretoria do sindicato informou sobre a audiência realizada na quinta-feira (12), no CEAF, com a participação de representantes do governo, do sindicato e de professores da base. Segundo a entidade, não houve apresentação de propostas por parte da gestão municipal relacionadas ao cumprimento da tabela salarial e às demais reivindicações da categoria.
A diretoria também comunicou que uma nova audiência com a comissão de negociação foi inicialmente marcada para o dia 26 de março, mas, após cobrança do sindicato, o encontro foi antecipado para 23 de março, às 16h, no CEAF.
Como forma de mobilização, a assembleia aprovou a paralisação das atividades na próxima quarta-feira (18). A concentração dos trabalhadores está prevista para ocorrer às 9h, na sede do sindicato, com o objetivo de demonstrar a insatisfação da categoria com a condução das negociações e informar a população sobre a situação enfrentada pelos profissionais da educação.
Os trabalhadores também aprovaram a realização de uma nova assembleia no dia 24 de março, às 14h, quando será feita uma avaliação da audiência marcada para o dia anterior e definidos os próximos passos do movimento.
Entre as ações previstas no plano de mobilização estão reuniões com a comunidade escolar, circulação de carros de som, fixação de cartazes nas escolas e ações na mídia para divulgar as reivindicações.






