Especialista orienta como usar o 13º salário de forma estratégica neste fim de ano
Quitação de dívidas, planejamento e investimentos estão entre as principais recomendações para o uso do benefício.

O pagamento do 13º salário costuma trazer alívio aos brasileiros diante das despesas típicas do fim de ano, como contas, compras de Natal e festas. Entretanto, o economista Gesner Brehmer alerta que o benefício deve ser utilizado com responsabilidade e planejamento para evitar problemas financeiros em 2026.
De acordo com a legislação vigente, a primeira parcela do 13º deve ser paga até 30 de novembro.
“Como neste ano, em 2025, a data cai em um domingo, as empresas devem depositar o benefício até o último dia útil do mês, que será 28 de novembro”, explicou o economista. Já a segunda parcela deve ser paga até 20 de dezembro.
Apesar da empolgação comum nessa época, Gesner reforça que o 13º não deve ser encarado como uma solução para todos os problemas financeiros.
“A gente precisa utilizar com sabedoria. Esse dinheiro é esperado pela maioria das pessoas, mas ele não deve ser visto como um salvador da pátria.”
Entre as orientações, o especialista destaca que quem possui dívidas deve considerar usá-lo para colocar as contas em dia, principalmente quando envolvem juros altos, como cartão de crédito e empréstimos.
“Usar a parcela para pagar e priorizar dívidas é essencial, porque promove uma sensação de alívio e ajuda na saúde financeira do ano seguinte. É uma decisão inteligente, já que evita o acúmulo de juros e facilita a recuperação do orçamento.”
O economista também lembra que janeiro costuma ser um mês pesado para o bolso com pagamentos de IPTU, IPVA, matrícula escolar e material didático.
“Antecipar esses custos pode ser estratégico para evitar novas dívidas.”
Para quem não está endividado, Gesner recomenda aproveitar o dinheiro para iniciar ou reforçar uma reserva financeira, priorizando investimentos conservadores e de fácil resgate.
“Uma ótima oportunidade é formar uma reserva de valor e aplicar em investimentos seguros, como Tesouro Selic, CDBs e fundos atrelados ao CDI. Eles possuem liquidez e rendimento diário, sendo ideais para emergências.”
O especialista finaliza reforçando que o 13º pode contribuir para um início de ano mais tranquilo, desde que seja utilizado com planejamento.
“Use o 13º com bastante sabedoria e parcimônia para ter um final de ano tranquilo do ponto de vista financeiro.”
*Com informações do repórter Robson Nascimento







