Professores da rede municipal de Feira de Santana decretam estado de greve; Secretaria de Educação repudia decisão
A categoria também deliberou pela realização de um novo encontro no próximo dia 6 de maio, às 9h, para avaliar os rumos da mobilização.
A Assembleia dos trabalhadores em educação da rede municipal de Feira de Santana aprovou, nesta sexta-feira (25), o estado de greve da categoria. A decisão foi tomada após resposta do secretário municipal de Educação, Pablo Roberto, que confirmou, com base em parecer da Procuradoria do Município, a manutenção da Portaria 07/2025. O dispositivo amplia a carga horária dos professores em sala de aula e, segundo a categoria, desrespeita o direito legal de um terço da jornada destinada a atividades extraclasse, conforme estabelecido pela Lei Federal 11.738/2008 e pela Lei Municipal 101/2016.
Além da insatisfação com a portaria, os profissionais destacam a ausência de avanços em pontos da pauta de reivindicações, como o reajuste do piso salarial em 6,27%, reformulação do plano de carreira, alteração da carga horária, mudança de referência, entre outros itens.
Durante a assembleia, a categoria também deliberou pela realização de um novo encontro no próximo dia 6 de maio, às 9h, para avaliar os rumos da mobilização.
Secretaria de Educação se posiciona
Em nota divulgada na noite desta sexta-feira, a Secretaria Municipal de Educação repudiou o estado de greve, classificando a decisão da APLB Sindicato como “unilateral e irresponsável”. Segundo a pasta, a paralisação amplia os prejuízos à aprendizagem de mais de 57 mil alunos da rede municipal, que já teriam sido impactados por diversas interrupções ao longo dos meses de março e abril.
“A APLB Sindicato demonstra, mais uma vez, que não está comprometida com a educação de Feira de Santana. Lamentamos profundamente essa postura, que interrompe o processo pedagógico, fragiliza o vínculo entre alunos e escola, e compromete a qualidade do ensino oferecido”, declarou o secretário Pablo Roberto, que também é vice-prefeito do município.
A Secretaria informou que mantém uma mesa permanente de negociação com a representação dos professores e ressaltou que nenhuma pauta justifica, segundo a gestão, o comprometimento do calendário letivo. A pasta afirmou ainda que adotará as medidas legais cabíveis para garantir o direito dos alunos à educação.