Vitória formaliza protesto à CBF e cobra explicações após polêmicas de arbitragem
Clube contesta decisões em jogo contra o Athletico-PR e pede análise de lances

O Vitória encaminhou à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) um ofício formal questionando a atuação da arbitragem na derrota por 3 a 1 para o Athletico-PR, pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro.
No documento, o clube aponta uma série de decisões que, segundo a diretoria, tiveram impacto direto no andamento e no resultado da partida.
A manifestação detalha lances específicos do confronto e classifica as ocorrências como erros claros de interpretação e aplicação das regras.
Lances sob questionamento
Entre os principais pontos levantados pelo Vitória está uma entrada considerada violenta contra o volante Zé Vitor, ainda nos primeiros minutos do jogo.
De acordo com o clube, a jogada reunia elementos para expulsão direta, mas não foi punida dessa forma.
Outro episódio destacado envolve a marcação de um pênalti contra o zagueiro Cacá. Na avaliação do Vitória, não houve infração no lance, o que configuraria erro de interpretação da arbitragem.
O documento também cita um momento da etapa final em que um jogador do Athletico-PR teria cometido duas infrações consecutivas, incluindo simulação e toque de mão.
Como o atleta já possuía cartão amarelo, o clube entende que a sequência deveria resultar em expulsão, o que não ocorreu.
Além disso, a diretoria rubro-negra aponta uma entrada com uso de força excessiva contra o atacante Renê, considerada de risco, que não recebeu a sanção disciplinar esperada.
Críticas ao VAR
O Vitória também direciona críticas à atuação da arbitragem de vídeo. Segundo o texto, os lances mencionados eram “passíveis de revisão”, mas não houve recomendação para análise em campo.
Na avaliação do clube, a ausência de intervenção do VAR representa “falha relevante na aplicação do protocolo e levanta questionamentos sobre os critérios adotados nas decisões”.
Pedido formal
No ofício, o Vitória solicita à CBF uma análise detalhada de todos os lances citados, além de possíveis medidas em relação à equipe de arbitragem responsável pela partida.
A CBF designou o árbitro Bruno Arleu de Araujo (RJ) para apitar a partida. Ele foi auxiliado pelos assistentes Rodrigo Figueiredo Henrique Corrêa (RJ) e Cipriano da Silva Sousa (TO). Já o comando do VAR ficou com Rodrigo Nunes de Sá (RJ).
O clube também pede esclarecimentos formais sobre os critérios utilizados nas decisões e requer a divulgação dos áudios de comunicação entre o árbitro de campo e o VAR.






