Saúde

Vício em jogos produz efeitos semelhantes à dependência química, alerta psiquiatra

Sendo mais comum em aposta e jogos de azar, o vicio em jogar provoca sintomas similares à dependência química devido a região do cérebro atingida.

25/05/2022 16h47
Vício em jogos produz efeitos semelhantes à dependência química, alerta psiquiatra
(Foto: Marin Tulard/Pexels)

Embora possa proporcionar lazer e diversão, o ato de jogar pode evoluir ao estado de patologia, caso o controle seja negligenciado. O jogo patológico é antigo, com casos datados desde o século XIX, mas só passou a receber critérios de diagnósticos bem estabelecidos há apenas 20 anos, sendo os jogos de azar os principais associados.

“Os jogadores tendem a jogar cada vez mais para conseguir sentir prazer”, explica o psiquiatra, Dr. Raphael Silva. Nos casos dos jogos de azar, iniciam-se com poucas apostas, de valores pequenos, que vão aumentando gradualmente até chegar ao ponto de comprometerem a rotina e orçamento do individuo, saindo do campo de lazer e gerando uma “necessidade” por jogar.

Os sinais da patologia são detectados a partir do momento que o jogador perde seu controle pelo ato de jogar, comprometendo sua qualidade de vida, muitas vezes se tornando pessoas presas no endividamento. Em alguns dos casos, os jogos são utilizados para aliviar sentimentos de ansiedade, frustação ou tristeza.

A dificuldade de abandonar o vicio também está relacionada ao sentimentos negativos. “Quando o jogador tenta reduzir a quantidade de vezes que ele joga, gera uma sensação de desconforto e irritabilidade”, pontua.

A abstinência dos jogos provoca sintomas similares à dependência química, como tremores, depressão, isso porque ambos os casos alteram o sistema límbico do cérebro, responsável pela sensação de recompensa. A principal forma de tratamento é a psicoterapia, ainda não há medicação especifica para melhoria do quadro, contudo algumas podem ser utilizados para aliviar alguns dos sintomas.

“É um transtorno que causa muita vergonha, então o individuo só vai pensar em buscar ajuda nas fases mais avançadas do caso”, enfatiza o doutor, acrescentando que para alguns é difícil identificar a existência do problema

O psiquiatra Raphael Silva atende na clinica Vivacce e pode ser contatado através do Instagram: @raphaelsilva.psiquiatra.

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