Feira de Santana

Veterinário alerta para cuidados essenciais ao viajar com pets

Especialista reforça exigências legais, bem-estar durante o trajeto e orienta tutores que vão deixar os animais em casa no período do Carnaval

15/02/2026 10h26
Veterinário alerta para cuidados essenciais ao viajar com pets

Com a chegada do Carnaval, aumenta o número de famílias que colocam o pé na estrada, e muitos escolhem levar junto o animal de estimação. Para o médico veterinário Luciano Muritiba, no entanto, é preciso planejamento para garantir segurança e qualidade de vida aos pets durante o trajeto.

“Eu sei que muitas pessoas se preocupam na hora de viajar e acabam esquecendo a qualidade de vida e o bem-estar do pet durante a viagem”, alertou.

Segundo ele, o primeiro ponto é avaliar onde o animal será acomodado, seja em carro próprio, ônibus ou avião.

“Tem que se preocupar com o espaço, com a segurança, com ventilação e com as necessidades fisiológicas. A gente tem vontade de ir ao banheiro e o cão também tem”, destacou.

Para quem vai viajar de carro, Luciano recomenda paradas periódicas, sempre em locais seguros.

“Não é parar em qualquer lugar da estrada. De preferência em um posto de gasolina ou local adequado, para que ele possa urinar, defecar, caminhar um pouco e seguir viagem tranquila”, orientou.

Ele também reforça a importância de oferecer água e alimento ao longo do percurso. “Lembrando da oferta de água e alimento para se tornar uma viagem tranquila e prazerosa.”

Outro cuidado importante, especialmente em dias quentes, é com o contato das patas com o solo. “O cão não usa sapato. O piso muito quente pode causar queimaduras.”

No caso de viagens aéreas, o veterinário alerta que é indispensável consultar previamente a companhia aérea.

“Cada companhia tem suas exigências. Tem cães que podem ir na cabine com o tutor e outros que serão despachados na área de carga. Independente disso, deve-se entrar em contato antes”, explicou.

Além das regras da empresa, o destino também pode ter exigências específicas, principalmente em viagens internacionais.

Entre os documentos obrigatórios estão o atestado de saúde emitido por médico veterinário e a carteira de vacinação atualizada. “Pelo amor de Deus, se lembrem disso. Não viajem desprevenidos”, enfatizou.

Ele chama atenção especial para a vacina antirrábica. “A vacinação contra a raiva precisa estar com no mínimo um mês e no máximo um ano de aplicada, senão você não consegue viajar com o seu pet.”

As regras também valem para gatos e até aves de companhia, como calopsitas e ring necks, que também necessitam de documentação.

No transporte rodoviário e em veículos próprios, a legislação também deve ser respeitada. “Em qualquer transporte dentro do território nacional é exigido o atestado de saúde e a carteira de vacinação em dia”, destacou.

No carro particular, o pet deve estar em caixa de transporte devidamente fixada ou utilizando cinto de segurança específico.

“Essa caixa não pode estar solta dentro do veículo. Ela precisa estar presa com cinto ou outro artifício. E existe cinto de segurança específico para pet. Está no Código de Trânsito. Você pode ser multado”, alertou.

A caixa também precisa permitir que o animal consiga se movimentar adequadamente. “Ele tem que ter espaço para dar um giro de 360 graus dentro da caixa.”

Sobre o uso de remédios para acalmar o animal durante a viagem, Luciano é cauteloso. “Muitas pessoas se preocupam em dar ansiolíticos para viajar tranquilo. Se for utilizar, procure um veterinário de confiança. Eu mesmo não recomendo o uso sem acompanhamento.”

Ele alerta que a sedação pode causar reações inesperadas. “O cão pode ter dispneia, ficar muito sonolento, e aquela viagem que era para ser tranquila acaba virando motivo de preocupação.”

Em casos específicos, como animais muito agressivos, a sedação pode ser indicada — sempre sob supervisão profissional.

E quando o pet fica em casa?

Para quem vai viajar e decide não levar o animal, o veterinário ressalta que o cuidado deve ser redobrado.

“Jamais deixar o pet em local apertado, com várias vasilhas de água e comida achando que está resolvido”, advertiu.

Ele explica que água pode esquentar ou sujar, e a ração pode mofar ou atrair insetos e roedores.

“Se for deixar em casa, tenha uma pessoa de confiança para ir periodicamente alimentar, trocar a água e limpar o ambiente.”

Luciano também alerta para o impacto no bem-estar do animal. “Às vezes a pessoa volta e encontra a casa cheia de fezes e acha que o problema é só o trabalho que vai ter para limpar. Mas pense na qualidade de vida daquele cão que ficou ali enquanto você estava viajando.”

*Com informações do repórter JP Miranda

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