Política

Vereador de Camaçari rasga contracheque de professora durante sessão na Câmara

Parlamentar pediu desculpas em plenário alegando mal-entendido

10/04/2026 12h09
Vereador de Camaçari rasga contracheque de professora durante sessão na Câmara
Fotos: Reprodução/Redes sociais

Um episódio de tensão marcou a sessão na Câmara Municipal de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, nesta quinta-feira (9). O vereador Jamesson (PL) rasgou o contracheque da presidente do Sindicato dos Professores e Professoras da Rede Pública Municipal (SISPEC), Sara Santiago Carneiro, durante uma manifestação da categoria que ocupava a Casa Legislativa.

Os educadores pressionam pela celeridade na tramitação do projeto de lei do reajuste salarial, que varia entre 5,4% e 10,36%. Segundo o sindicato, a proposta está retida na Comissão de Finanças e Orçamento.

Em vídeos que circulam nas redes sociais é possível ver o momento em que a dirigente sindical apresenta o documento ao vereador, que aparece rasgando o papel e arremessando os pedaços na direção do rosto da professora.

Para Sara, a atitude é uma agressão simbólica a toda a classe. “De uma forma violenta, [ele] olhou para mim com cara de deboche e rasgou meu contracheque. Quando ele rasga o contracheque da presidente do sindicato, ele está rasgando o contracheque de toda uma categoria”, afirmou.

Em nota oficial, o SISPEC repudiou o episódio, definindo-o como “repugnante” e um desrespeito às mulheres e à educação. O presidente da Câmara, Niltinho Maturino (PRD), também se manifestou contrariamente à conduta e informou que a Casa adotará as medidas cabíveis.

Momentos depois, em plenário, o vereador pediu desculpas à Sara, alegando que sua reação foi fruto de uma interpretação equivocada de uma fala da professora.

“Houve aqui no início da sessão a divergência entre eu e a minha amiga Sara. Eu tinha entendido aqui que ela tinha me ofendido. Ela já disse que não ofendeu, pediu desculpas. Eu também já pedi desculpas a ela. Houve um mal-entendido”, afirmou Jamesson.

Jamesson divulgou vídeo nas redes sociais alegando que o projeto enviado pela prefeitura possui 13 inconsistências técnicas que poderiam retirar direitos dos professores. O vereador sustentou que a retenção da matéria visa garantir correções jurídicas antes da votação em plenário.

A prefeitura de Camaçari informou que a proposta de reajuste foi construída em parceria com o Dieese e que mantém o diálogo aberto com a categoria para viabilizar a recuperação de perdas acumuladas.

*Com informações Bahia.ba

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