Senador Angelo Coronel reforça importância do municipalismo durante posse da UPB
O senador falou sobre sua atuação em Brasília para reduzir essa carga, especialmente no que diz respeito às contribuições previdenciárias dos municípios.
Nesta sexta-feira (28), o senador Angelo Coronel participou da posse da nova diretoria da União dos Municípios da Bahia (UPB), evento que reuniu autoridades e prefeitos de todo o estado. Durante a cerimônia, Coronel comentou a aprovação da lei orçamentária (LOA) de 2025 cuja votação aconteceu na última quinta (20). O orçamento total foi de R$ 5,8 trilhões, com um teto de despesas sujeitas ao arcabouço fiscal de R$ 2,2 trilhões e uma folga de recursos (superávit) estimada em R$ 15 bilhões.
“O orçamento é a peça mais importante da República. É onde a gente carreia recursos para todos os municípios do Brasil. O orçamento total é de seis trilhões de reais e alocamos muitos recursos para a Bahia. Agora, esperamos que os prefeitos apresentem seus projetos, para que essas obras cheguem à população que eles representam”, afirmou o senador.
Um dos temas mais debatidos na posse foi a situação das prefeituras em relação à carga tributária. O senador falou sobre sua atuação em Brasília para reduzir essa carga, especialmente no que diz respeito às contribuições previdenciárias dos municípios.
“Foi uma bandeira nossa, uma emenda que ficou conhecida como emenda Coronel, que reduziu a contribuição previdenciária dos municípios de 20% para 8% no ano passado. Este ano, o governo já voltou para 12%. Eu apresentei uma PEC para que esse percentual de 8% se torne permanente, porque não é justo que templos religiosos e times de futebol não paguem, enquanto as prefeituras, onde tudo acontece, têm que arcar com uma carga tão pesada”, destacou o senador.
Em relação à alta dos preços e à taxa Selic, Coronel fez uma análise das causas e possíveis soluções, considerando as particularidades do estado da Bahia, especialmente no setor agrícola.
“A alta dos preços é uma questão sazonal. A seca, em muitos lugares, também influencia muito, já que quando não chove, fica difícil produzir. Porém, a solução não está apenas na importação. Precisamos investir na agricultura da Bahia, que é um estado agrícola. Temos água no subsolo, o que possibilita a irrigação, e com isso, podemos aumentar a produção, o que, consequentemente, ajuda a baixar os preços”, concluiu.
*Com informações do repórter André Silva