Semana do Autismo promove conscientização, inclusão e acolhimento
Com uma programação diversificada, a Semana do Autismo está mobilizando famílias, educadores e profissionais da saúde em ações voltadas à conscientização e à inclusão das pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Palestras, oficinas, rodas de conversa e eventos educativos estão sendo realizados com o objetivo de ampliar o conhecimento sobre o tema e promover […]
Com uma programação diversificada, a Semana do Autismo está mobilizando famílias, educadores e profissionais da saúde em ações voltadas à conscientização e à inclusão das pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Palestras, oficinas, rodas de conversa e eventos educativos estão sendo realizados com o objetivo de ampliar o conhecimento sobre o tema e promover um ambiente mais acessível e respeitoso para as pessoas autistas.
Em entrevista ao De Olho na Cidade, a neuropsicopedagoga Valéria Soares destacou a importância da informação e do diagnóstico precoce para o desenvolvimento das crianças com TEA.
“A gente precisa compreender a razão por trás dos comportamentos. Nem todas as pessoas com TDAH têm TEA, e nem todas as pessoas com TEA têm TDAH”, explicou.
Valéria também chamou atenção para alguns sinais comuns do espectro autista: “A criança pode preferir ficar sozinha do que brincar com outras, e não demonstrar medo em situações perigosas. Esses são alguns indícios que precisam ser observados com cuidado”.
Além do TEA, outros distúrbios neurológicos podem impactar a aprendizagem e o comportamento escolar, como o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), dislexia, disgrafia, discalculia, deficiência intelectual e o Transtorno Opositor Desafiador (TOD). Segundo a especialista, “o diagnóstico precoce é essencial porque permite identificar condições e fatores de risco que podem afetar a qualidade de vida da criança. Ele melhora a mobilidade, reduz a ansiedade e o estresse da família”.
Valéria reforça que o diagnóstico é feito por especialistas, a partir da observação do comportamento da criança e da escuta ativa dos pais e profissionais da escola.
“A família é a principal fonte de suporte emocional e social da criança. Sua participação ativa no tratamento pode trazer benefícios significativos para o desenvolvimento”, destacou.
No ambiente escolar, a inclusão também é fundamental. “O professor pode contar com o Plano Educacional Individualizado. Com ele, é possível trabalhar habilidades e dificuldades específicas de cada aluno, promovendo avanços ao longo do ano letivo”, explicou a neuropsicopedagoga.
*Com informações do repórter Matheus Gabriel