Feira de Santana

Sema conhece projeto de reflorestamento da Caatinga em visita à Cetep em Feira de Santana

O encontro proporcionou a troca de experiências e o compartilhamento de esforços em estratégias de preservação ambiental na região.

01/05/2024 16h31
Sema conhece projeto de reflorestamento da Caatinga em visita à Cetep em Feira de Santana
Foto: Mateus Lemos

Em comemoração ao Dia da Caatinga, a Secretaria do Meio Ambiente participou de uma visita especial ao Centro Territorial de Educação Profissional do Portal do Sertão (Cetep), em Feira de Santana, na última segunda-feira (29). O objetivo principal foi conhecer o Projeto Reflorestando a Caatinga e participar da primeira aula prática com os estudantes. O encontro proporcionou a troca de experiências e o compartilhamento de esforços em estratégias de preservação ambiental na região.

Durante a visita, a equipe da Sema teve a oportunidade de conhecer o projeto e observar as práticas de reflorestamento e conservação da vegetação nativa da região. Para Luana Pereira, engenheira florestal da Sema, é significativo para a secretaria conhecer esse projeto-piloto que propõe auxiliar no reflorestamento da Caatinga. O projeto envolve estudantes de ensino profissional, no plantio de mudas de espécies da Caatinga, como o Jacarandá.

“O pontapé inicial desse projeto ocorreu hoje, um dia após o Dia da Caatinga, com a participação de pessoas muito motivadas, incluindo professores e estudantes. Estamos muito satisfeitas, representando a Sema, em ver esse processo se iniciando e em poder nos envolver, apoiar e compartilhar informações técnicas para fortalecer ainda mais o projeto”, explicou Luana Pereira, que estava acompanhada das servidoras Patrícia Rabelo e Ana Paula Alves.

O reflorestando a Caatinga é uma proposta pedagógica que visa a formação dos estudantes através do desenvolvimento de mudas a partir de sementes nativas. O principal objetivo é reflorestar a área próxima à escola, contribuindo para a recuperação da Lagoa do Cachorro. ” Estamos envolvendo estudantes do curso de agropecuária para operar o viveiro. Queremos também engajar pessoas de outros cursos, como Edificações e Informática, para poderem também contribuir com o projeto”, explicou Sidney Martins, vice-diretor da Cepet.

“Mão na Terra”

A aula prática “Mão na Terra” proporcionou uma experiência enriquecedora aos estudantes. Eles puderam colocar em prática técnicas de preservação ambiental e aprender sobre a importância da conservação do solo e das plantas nativas da Caatinga. Uma ação para estimular a pesquisa científica e contribui significativamente para a preservação da biodiversidade. As estudantes Eliene Santos e Thaíse Moura são exemplos de como podem levar esses conhecimentos às suas comunidades.

“Esse projeto realmente fez a gente refletir, pois mostra que não é apenas sobre desmatar, mas também sobre reflorestar. Despertou em nós o interesse na área, porque atualmente vemos muito desmatamento sem a devida preocupação com o reflorestamento. Essa iniciativa é algo que motiva dentro do curso, pois estamos aqui para adquirir novos conhecimentos e levá-los para nossas comunidades. Estamos aqui para adquirir novos conhecimentos e aplicá-los lá, na prática”, explicaram as estudantes.

Rafaela Lopes, que há sete anos concluiu o curso de Meio Ambiente no Cepet, retorna à escola com uma nova missão: agora, como parceira do projeto Reflorestando a Caatinga. Sua chegada marca uma importante parceria para o projeto, pois ela está encarregada de captar recursos financeiros para expandir a iniciativa. “É emocionante retornar como parceira de um projeto tão significativo, levando mudas e conscientização para outras instituições e comunidades”, explica.

O professor Bitencourt Louran, explicou que o viveiro funciona como um berçário, com a produção de mudas que serão utilizadas para reflorestar áreas específicas. Há uma necessidade de conservação das espécies nativas, e tanto a escola quanto os alunos estão interessados em adquirir conhecimento. O professor ressaltou que eles estão trabalhando com espécies que possuem potencial medicinal, forrageiro e madeireiro, além de algumas que estão ameaçadas de extinção ou em vias de extinção.

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