Março Mulher

Saúde da mulher após os 40: especialista alerta para impactos hormonais e defende acompanhamento e reposição adequada

Especialista explica impactos hormonais, riscos à saúde e estratégias para qualidade de vida na fase da perimenopausa e menopausa

01/04/2026 06h10
Saúde da mulher após os 40: especialista alerta para impactos hormonais e defende acompanhamento e reposição adequada

A saúde da mulher após os 40 anos foi o tema de destaque da série especial Março Mulher 2026, apresentada pelo programa Jornal do Meio Dia, da Rádio Princesa FM. A convidada foi a médica nutróloga Dra. Aline Jardim, que explicou as principais mudanças hormonais dessa fase, os impactos na saúde física e emocional e a importância do acompanhamento médico.

A especialista destacou que o climatério, período que engloba a perimenopausa e a menopausa, é uma fase natural na vida feminina, mas que pode trazer diferentes sintomas.

“Estamos falando de um assunto que, se Deus quiser, todas as mulheres irão passar. Nem todas sentem os mesmos sintomas, mas é um período que pode trazer impactos importantes”, explicou.

Entre os sinais mais conhecidos estão os fogachos, os chamados “calorões”, embora não sejam universais.

“Apenas cerca de 70% das mulheres sentem os fogachos. Muitas acham que, se não têm esse sintoma, não estão na menopausa, e não é bem assim”, alertou.

Dra. Aline destacou o papel da nutrologia dentro de uma abordagem integrativa, preparando o organismo para essa fase e também para uma possível reposição hormonal.

“Nós preparamos o terreno dessa mulher, corrigindo deficiências como vitamina D, B12 e ferro, além de reduzir processos inflamatórios, para que ela esteja pronta para receber os hormônios”, afirmou.

Segundo ela, a deficiência de nutrientes pode intensificar sintomas e até ser confundida com outros problemas.

“Uma baixa de vitamina B12, por exemplo, pode levar a sintomas que parecem depressão, além de afetar memória e massa muscular”, explicou.

A médica também fez um alerta importante sobre doenças crônicas, que tendem a se intensificar após a menopausa devido à queda do estradiol.

“Antes da menopausa, quem infarta mais são os homens. Depois, as mulheres passam a ter mais risco porque perdem essa proteção hormonal”, destacou.

Além disso, alterações metabólicas favorecem o ganho de peso, especialmente na região abdominal, aumentando o risco de doenças como diabetes, hipertensão e síndrome metabólica.

“Essa gordura começa a se concentrar no abdômen, aumentando a gordura visceral e trazendo uma série de consequências para a saúde”, disse.

A saúde óssea também entra em alerta.

“O estradiol é fundamental para a fixação do cálcio. Sem ele, há maior risco de osteoporose, por isso a importância de exames como a densitometria”, completou.

Outro ponto abordado foi o impacto hormonal no sono e no equilíbrio emocional. De acordo com a especialista, é comum que mulheres nessa fase enfrentem insônia e mudanças de humor.

“A queda de progesterona e estradiol causa despertares noturnos, geralmente entre três e quatro horas da manhã”, explicou.

Ela também citou estudos que apontam para o aumento de casos de depressão entre mulheres nessa faixa etária.

“Se não houver tratamento adequado, os números mostram um crescimento significativo de sintomas depressivos nos próximos anos”, alertou.

Dra. Aline defendeu o uso da reposição hormonal, desde que feita com acompanhamento médico e de forma individualizada.

“As pessoas precisam perder o medo da reposição hormonal. Vamos viver metade da nossa vida nessa fase, então é preciso viver com qualidade”, afirmou.

Ela destacou ainda a importância da testosterona em doses adequadas.

“A testosterona não é só sobre libido sexual, mas sobre o ‘libido da vida’. A mulher volta a ter energia, disposição e motivação”, explicou.

Sobre alimentação, a médica ressaltou que o metabolismo desacelera após os 40 anos, exigindo mais atenção com hábitos diários.

“Pouco a mais que você come já pode gerar ganho de peso. Além disso, há perda de massa muscular, que é essencial para a queima calórica”, disse.

Ela recomendou reduzir o consumo de ultraprocessados e bebidas alcoólicas, além de manter uma rotina alimentar equilibrada.

“São pequenos cuidados que fazem grande diferença na saúde e na qualidade de vida da mulher”, completou.

Comentários

Leia também

Março Mulher
Conheça as mulheres homenageadas no Encontro de Empreendedoras de Feira de Santana

Conheça as mulheres homenageadas no Encontro de Empreendedoras de Feira de Santana

Trajetórias de sucesso nas áreas da saúde, educação, direito e negócios marcam reconhecimento...
Março Mulher
Encontro de Mulheres Empreendedoras reúne histórias inspiradoras e fortalece protagonismo feminino em Feira de Santana

Encontro de Mulheres Empreendedoras reúne histórias inspiradoras e fortalece protagonismo feminino em Feira de Santana

Evento do projeto Março Mulher promove debates, networking e homenagens, destacando o...
Março Mulher
Encontro de Mulheres Empreendedoras em Feira de Santana celebra protagonismo feminino

Encontro de Mulheres Empreendedoras em Feira de Santana celebra protagonismo feminino

Evento reúne empresárias, lideranças e é transmitido ao vivo