Cultura

Sanfoneiro Wanderley do Nordeste passa mal e morre aos 52 anos no interior da Bahia

Ele foi levado para o hospital da cidade, chegou a ser intubado e aguardava regulação para uma unidade hospitalar de Juazeiro, mas não resistiu.

18/05/2025 10h32
Sanfoneiro Wanderley do Nordeste passa mal e morre aos 52 anos no interior da Bahia
Foto: Redes sociais

O cantor e sanfoneiro Wanderley José da Silva, conhecido como “Wanderley do Nordeste”, de 52 anos, morreu na sexta-feira (16), no Hospital Municipal de Andorinha, no norte da Bahia.

A família informou à TV São Francisco, afiliada da TV Bahia na região, que o artista tinha problema nos rins, mas não especificaram qual a doença. Ele estava na casa da mãe, na zona rural de Andorinha, quando passou mal. Wanderley foi levado para o hospital da cidade, chegou a ser intubado e aguardava regulação para uma unidade hospitalar de Juazeiro, mas não resistiu.

Conhecido pelo seu carisma e musicalidade regional, o sanfoneiro, que tinha mais de 30 anos de carreira, realizou e foi parceiro de projetos sociais em unidades de saúde do Vale do São Francisco. Entre as entidades que foram beneficiadas por ele estão a Associação Petrolinense de Amparo à Maternidade e Infância (Apami) e o Hospital Dom Tomás (HDT), unidade referência no tratamento contra o câncer na região.

Wanderley aprendeu a tocar sanfona aos 12 anos, espelhado no pai, José Berlamino. Em 1996 ele foi para Juazeiro, e assim iniciou a carreira como sanfoneiro. Durante a carreira gravou oitos CDs e um DVD.

Em 2016, Wanderley descobriu um tumor no intestino. Ele foi submetido a cirurgias e sessões de quimioterapia, e voltou aos palcos e eventos, fazendo shows de forró, mas também dedicado à musicalidade religiosa, fazendo apresentações católicos.

Nas redes sociais, fãs, amigos e artistas lamentaram a morte e fizeram homenagens. Wanderley deixa dois filhos.

*Com informações g1 Bahia

Comentários

Leia também

Cultura
Lançamento do livro “Quando meu silêncio pariu poesia” celebra a força da escrita feminina baiana e a literatura como resistência

Lançamento do livro “Quando meu silêncio pariu poesia” celebra a força da escrita feminina baiana e a literatura como resistência

A escrita de Quezia Carneiro se insere na tradição de mulheres que transformam silêncio...
Cultura
Exposição celebra trajetória do Samba do Rosário no Casarão Olhos d`Água

Exposição celebra trajetória do Samba do Rosário no Casarão Olhos d`Água

Mostra reúne registros que evidenciam a contribuição do coletivo para a preservação...
Cultura
Revitalização do Galpão de Artes das Baraúnas se aproxima da conclusão

Revitalização do Galpão de Artes das Baraúnas se aproxima da conclusão

A proposta é garantir mais conforto, segurança e funcionalidade para moradores que utilizam...