Reunião na Seduc discute pendências salariais e reformulação do plano de carreira dos professores
Sindicato afirma que apenas um dos 14 itens homologados pela Justiça foi cumprido e convoca assembleia para definir próximos passos

A diretora-geral da APLB Feira, Marlede Oliveira, detalhou os encaminhamentos da reunião realizada nesta quarta-feira (11) na Secretaria Municipal de Educação (Seduc) com o vice-prefeito e secretário de Educação, Pablo Roberto. O encontro teve como objetivo discutir a pauta de reivindicações da categoria, que inclui o cumprimento de um acordo judicial firmado entre o sindicato e o Governo Municipal.
Segundo Marlede, a audiência já vinha sendo solicitada há algum tempo. “Nós temos já há muito tempo essa audiência com o governo. O início do ano letivo aconteceu desde o dia três, mas até o momento não tinha ocorrido essa reunião”, afirmou.

Ela relembrou que, durante a jornada pedagógica, o secretário havia se comprometido a receber o sindicato.
“Ele colocou para a categoria que iria receber o sindicato e hoje, dia onze, cumpriu esse anúncio para discutir nossa pauta de reivindicações”, destacou.
Marlede explicou que a pauta discutida foi fruto de uma negociação judicial que resultou em um acordo contendo 14 itens. O documento foi assinado pelo governo em agosto do ano passado e homologado pelo Tribunal de Justiça da Bahia em outubro.
“Infelizmente, o governo só cumpriu um item, que foi a alteração de carga horária dos professores. Os demais não foram cumpridos”, declarou.

Entre os pontos pendentes está o reajuste salarial conforme a tabela da categoria, que, segundo a dirigente, não vem sendo respeitada desde 2022. “Nós temos uma tabela salarial desde 1994, que considera a titulação e o tempo de serviço de cada professor. No entanto, desde 2022 ela não vem sendo respeitada. Já são quatro anos seguidos”, criticou.
Ela reforçou que o sindicato cobra o cumprimento da legislação. “A gente quer que o governo respeite a lei. Lei é para ser cumprida”, pontuou.
Além do secretário Pablo Roberto, participaram da reunião a secretária de Administração, Sandra Peggy, e o tesoureiro da Secretaria da Fazenda. Uma comissão de professores também esteve presente.
De acordo com Marlede, algumas definições ainda dependem de resposta do governo e serão apresentadas à categoria em assembleia marcada para esta quinta-feira, às 14h, na sede da APLB.
“Deixamos agendadas algumas datas, como a criação de uma comissão para reformulação do plano de carreira, que será publicada. Também ficou o encaminhamento de uma proposta sobre a tabela, com resposta do secretário ainda nesta quarta-feira, para que possamos levar amanhã aos trabalhadores”, explicou.

A reformulação e o cumprimento do plano de carreira aparecem como uma das principais demandas.
“Uma das coisas principais que queremos é a reformulação do plano de carreira. Ele precisa ser respeitado, porque a tabela também está dentro do plano”, ressaltou.
Marlede enfatizou que o sindicato defende o diálogo, mas espera avanços concretos. “O sindicato nunca foi radical de não querer o diálogo. Nós queremos sentar, conversar. Mas é preciso que o governo aponte respostas às reivindicações”, afirmou.
Ela concluiu reforçando que a pauta tem respaldo judicial. “Foi acordado, foi assinado e foi homologado pelo Tribunal de Justiça da Bahia. Hoje isso é lei. Se fosse o trabalhador, teria que cumprir. O governo também precisa cumprir aquilo que acordou”, declarou.
As decisões sobre os próximos passos da categoria serão definidas na assembleia desta quinta-feira (12).

*Com informações do repórter JP Miranda






