Reconhecimento international reforça credibilidade das políticas sociais do Brasil, aponta servidora homenageada por Bill Gates
A secretária ressaltou que a Bahia é um dos estados que mais se destaca na execução de programas ligados à segurança alimentar.

A secretária de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), Lilian dos Santos Rahal, está em Belém do Pará durante a COP30 e falou sobre o trabalho do governo brasileiro no combate à fome, a importância do reconhecimento internacional que recebeu da Fundação Bill Gates e os desafios impostos pelas mudanças climáticas para os sistemas alimentares.
Lilian, que foi homenageada em 2024 pela Fundação Bill & Melinda Gates por sua contribuição ao enfrentamento da fome no Brasil, destacou que a honraria não é apenas pessoal, mas coletiva.
“É um reconhecimento não da pessoa física Lilian, mas do trabalho realizado pelo governo do Brasil, pelo nosso ministério, sob a liderança do ministro Wellington Dias e do presidente Lula”, afirmou.
A secretária ressaltou que a Bahia é um dos estados que mais se destaca na execução de programas ligados à segurança alimentar.
“A Bahia conhece muito bem programas como o de aquisição de alimentos, compras públicas da agricultura familiar, doação de leite e ações que geram renda para agricultores ao mesmo tempo em que garantem alimentos frescos, saudáveis e nutricionalmente adequados à população”, explicou.
Ela lembrou que muitos municípios baianos recebem recursos federais para fortalecer cadeias locais de produção e abastecimento, incluindo escolas, unidades de saúde e instituições socioassistenciais.
Outro destaque foi a nova cesta básica, reformulada em 2023 e anunciada pelo presidente Lula, que redefine parâmetros nutricionais e exclui ultraprocessados.
“É uma nova perspectiva para pensar o que é alimentação saudável no nosso país”, disse.

Sistemas alimentares e mudanças climáticas
Lilian esteve em Belém para o lançamento do Marco de Referência de Sistemas Alimentares e Clima, documento que orienta políticas públicas para produção, distribuição, consumo e acesso a alimentos diante da crise climática.
Segundo ela, o setor alimentício é duplamente impactado.
“Os sistemas alimentares impactam as mudanças climáticas da mesma forma que são impactados por elas”, explicou.
“As secas e enchentes recorrentes, em proporções nunca antes vistas, mostram que precisamos mudar esse modelo predominante, que agrava a crise climática.”
O objetivo do documento é promover sistemas alimentares saudáveis, sustentáveis e resilientes, com ações articuladas entre governo federal, estados, municípios e sociedade civil.
Para a secretária, a COP30 demonstrou a capacidade do Brasil de liderar temas globais e organizar grandes eventos com impacto internacional.
“É muito bonito ver o país mobilizado. Belém e o Pará se prepararam para receber o mundo, e isso mostra que o Brasil pode sim entregar um evento desse porte”, avaliou.
Ela destacou ainda a importância das negociações em andamento.
“O documento final deve apontar para ações e políticas convergentes que nos ajudem a salvar o planeta”.
*Com informações de Jorge Biancchi, direto da COP 30 em Belém






