Feira de Santana

Reabertura do Casarão Fróes da Motta resgata partituras históricas nesta sexta

A casa agora será o lar de uma exposição permanente, apresentando a memória fotográfica da região

03/05/2024 06h36
Reabertura do Casarão Fróes da Motta resgata partituras históricas nesta sexta
Foto: Divulgação

O Casarão Fróes da Motta, uma das estruturas mais antigas e emblemáticas de Feira de Santana passou por uma restauração completa. Carlos Brito, Secretário de Planejamento da cidade, revelou detalhes sobre os projetos que estão transformando o local em um centro cultural.

“Estamos entregando à cidade essa joia histórica, um símbolo do apogeu da época dos barões de Feira de Santana”, afirmou Brito.

A casa agora será o lar de uma exposição permanente, apresentando a memória fotográfica da região, com destaque para obras do renomado artista Zé Ângelo Pinto. Além disso, será lançado um livro sobre o coronel Agostinho Fróes da Motta, escrito por Carlos Alberto Mello.

Outro projeto de destaque é o “Música no Casarão”, que irá resgatar partituras históricas da Filarmônica 25 de Março – um passeio por obras que compuseram os 156 anos da entidade.

O repertório será composto por 12 obras pertencentes ao acervo de partituras da filarmônica. Gêneros musicais como dobrado, marcha, polaca, bolero, valsa, fantasia e maxixe serão interpretados pela banda de música.

Mestres compositores como João Manoel Dantas (fundador da filarmônica), Estevam Moura, Tertuliano Santos, Antenor Bastos, Antonio França, Amando Nobre, Waldemar da Paixão, Heráclio Guerreiro e João Mariano Sobral ganharão novas interpretações nessa apresentação musical. As partituras que são datadas da segunda metade do sec. XIX a meados do sec. XX, receberam novas edições realizadas pela Sociedade Filarmônica 25 de Março.

Brito ressaltou o apoio fundamental de membros da comunidade, como os vereadores Lú de Ronny e Correia Zezito, que direcionaram emendas impositivas para o projeto, bem como o comprometimento do prefeito Colbert Martins em preservar a história de Feira de Santana.

“A preservação desta casa é uma garantia para as futuras gerações, ela não será transformada em um estacionamento, mas sim em um espaço vivo de cultura e memória”, destacou Brito.

Além dos projetos já em andamento, Brito revelou planos futuros para a casa, incluindo a criação de um Museu do Som e um Museu da Imagem. O Museu do Som buscará preservar gravações antigas de programas de rádio e entrevistas, reconhecendo a importância da imprensa e da comunicação na construção da identidade local.

“Estamos buscando resgatar a história através das vozes e imagens do passado. É essencial registrar essas memórias para as gerações futuras”, disse Brito.

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