Quarto dia de guerra: Correspondente feirense nos EUA relata postura dura de Trump contra aliados europeus
Em pronunciamento à imprensa, o presidente Donald Trump reafirmou que a operação militar deve durar entre quatro e cinco semanas, podendo ser estendida.

No quarto dia da guerra no Oriente Médio, um dos episódios mais sensíveis do conflito foi registrado na manhã desta terça-feira (28), com um ataque que atingiu instalações ligadas à Assembleia dos Peritos, órgão religioso responsável por escolher o líder supremo do Irã. A assembleia ocorria no momento da ofensiva, segundo a mídia iraniana.
A atualização foi detalhada pela jornalista feirense Brenda Vitória, correspondente dos Estados Unidos.
Segundo ela, o foco da cobertura norte-americana tem sido estratégico, diferente da abordagem iraniana.
“Um dos episódios mais sensíveis foi essa parte nas instalações ligadas à Assembleia dos Peritos, responsável por escolher o líder supremo do Irã. A assembleia estava acontecendo no momento em que o ataque ocorreu. Isso foi confirmado pela mídia iraniana, mas não está tendo tanta visibilidade aqui nos Estados Unidos”, relatou.
Brenda destacou ainda uma diferença na forma como o conflito é tratado pela imprensa americana:
“Quando há conflito direto com vítimas, elas não têm esse foco total aqui. O foco agora está em quem atacou e conseguiu atingir o seu objetivo final, que seria impedir que o Irã tivesse um substituto nesse momento.”
Em pronunciamento à imprensa, o presidente Donald Trump reafirmou que a operação militar deve durar entre quatro e cinco semanas, podendo ser estendida.
“Ele afirmou mais uma vez que essa operação pode durar de quatro a cinco semanas e que os militares americanos têm um estoque praticamente ilimitado de armamentos”, explicou Brenda.
Trump declarou ainda que, no estágio atual da guerra, “já é muito tarde” para negociações diplomáticas com o Irã.
“Segundo palavras do presidente, o Irã só queria conversar depois que já era tarde demais.”
A Casa Branca, no entanto, tenta se afastar oficialmente de declarações mais diretas sobre mudança de regime no Irã, apesar de Trump ter feito referências públicas incentivando o povo iraniano a se levantar contra o governo.
Outro ponto destacado foi a reação do presidente americano a países europeus que não apoiaram integralmente a ofensiva.
A Espanha negou permissão para o uso de suas bases militares, o que foi classificado por Trump como um gesto “muito pouco amigável”. Ele chegou a mencionar a possibilidade de rever relações comerciais com o país.
O presidente também criticou o primeiro-ministro do Reino Unido por não liberar totalmente o uso de bases britânicas para ações ofensivas, embora tenha autorizado uso defensivo da infraestrutura.
De acordo com Brenda Vitória, o discurso oficial dos Estados Unidos é claro quanto às metas militares:
“Ele tem reiterado que o objetivo principal é destruir as capacidades militares do Irã, especialmente a capacidade de lançar mísseis de longo alcance, enfraquecer a marinha iraniana e impedir o desenvolvimento de armas nucleares.”






