COP 30

Porto Velho teve o pior índice de ar do país, relembra prefeito na COP 30

Porto Velho enfrentou, em 2024, alguns dos piores índices de qualidade do ar no mundo

14/11/2025 16h09
Porto Velho teve o pior índice de ar do país, relembra prefeito na COP 30

Fechando a primeira semana da COP 30, realizada em Belém, o prefeito de Porto Velho, Léo Morais, fez um balanço da participação do município no evento e destacou os desafios enfrentados pela região amazônica, principalmente relacionados à regularização fundiária, reservas ambientais, sustentabilidade e financiamento para mitigação climática.

Em entrevista a Jorge Biancchi, o prefeito enviou uma mensagem especial à Bahia, ressaltando a presença de muitos baianos em Rondônia e reafirmando a importância da conferência para pautar problemas reais vividos na Amazônia.

“Envio um abraço a toda Bahia. Nós temos muitos baianos no estado de Rondônia. A COP tem sido positiva porque conseguimos trazer as dores e os problemas que os porto-velhenses enfretam”, afirmou.

Léo Morais também destacou que Porto Velho enfrentou, em 2024, alguns dos piores índices de qualidade do ar no mundo, evidenciando a urgência de investimentos reais no combate às mudanças climáticas.

“Em 2024, Porto Velho teve alguns dos piores dias para se respirar em todo o mundo. Precisamos de financiamento adequado, e até agora não sabemos como será a participação das grandes ações globais”, alertou.

Para o prefeito, a discussão sobre crédito de carbono e compensações é um dos caminhos mais promissores para a sustentabilidade econômica da Amazônia.

“O debate sobre reserva de carbono, compensação e autorização do uso do carbono na terra é real e necessário. Isso pode beneficiar tanto grandes produtores quanto a agricultura familiar”, afirmou.

Léo Morais reforçou que a gestão municipal busca resultados práticos, acima de ideologias.

“Temos uma gestão de resultados, pragmática, voltada para o que importa à nossa gente. O progresso faz parte da agenda de qualquer gestor, e ninguém duvida disso”.

Léo Morais reforçou que um dos temas mais sensíveis discutidos na COP 30 diz respeito às reservas criadas sem investigação social adequada, o que acaba prejudicando famílias que produzem e dependem da terra para sobreviver.

“Foram criadas áreas de reserva sem investigação social, prejudicando quem tanto produzia, sem trabalho de mitigação sobre essas famílias. Isso trouxe um passivo ainda maior”, destacou.

O prefeito também comemorou a aprovação de um projeto vinculado à bioeconomia e à produção de biojoias, que recebeu aval da UNESCO.

“Aprovamos um projeto de 40 milhões de reais pela UNESCO, algo inédito para nossa cidade. Esse recurso será fundamental para abrir portas com fundos internacionais e empresas que entendem a responsabilidade compartilhada sobre a Amazônia”, explicou.

Sobre as dificuldades enfrentadas por muitos prefeitos que não conseguiram participar da COP 30 devido à falta de hospedagem e infraestrutura em Belém, Léo Morais disse que o desafio é compreensível.

“A logística é extremamente desafiadora. Muitos desafios aqui na Amazônia são comuns a todos nós. O que aperta em Belém geralmente aperta também em Porto Velho”, avaliou.

Ele ainda comentou a ausência de governadores de grandes estados brasileiros, atribuindo parte do problema à polarização política.

“Infelizmente, ideologias acabam atrapalhando discussões essenciais. O enfrentamento da crise climática deveria estar acima disso”, afirmou.

*Com informações de Jorge Biancchi, direto da COP 30 em Belém

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