Economia

Planejamento financeiro é chave para um 2026 mais tranquilo, diz economista

Economista Rosevaldo Ferreira destaca importância de quitar dívidas, manter reserva de emergência e ter cautela com investimentos diante do cenário econômico

01/01/2026 06h15
Planejamento financeiro é chave para um 2026 mais tranquilo, diz economista
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Com a chegada de um novo ano, a organização financeira se torna essencial para quem deseja evitar dívidas e construir um futuro mais estável. Em entrevista, o economista e professor universitário Rosevaldo Ferreira trouxe orientações importantes sobre como economizar e onde investir em 2026, destacando que tudo começa com um diagnóstico realista da situação financeira pessoal..

Segundo ele, o primeiro passo depende de como o cidadão encerra o ano atual: “Tudo depende de como a pessoa está chegando ao final de 2025. Se está chegando com dívidas, a prioridade deve ser pagar essas dívidas”, afirmou.

Rosevaldo explicou que é fundamental projetar receitas e despesas, identificar e cortar gastos desnecessários. “A pessoa precisa se perguntar: eu realmente preciso disso para viver?”, pontuou. Outro ponto enfatizado foi a importância de não abrir mão da reserva de emergência.

“De jeito nenhum se deve abdicar de uma reserva de emergência. Sem ela, a pessoa não consegue sobreviver a imprevistos e acaba agravando seus problemas financeiros”, alertou.

O economista reforçou que gastar mais do que se ganha é um dos principais erros cometidos por quem está endividado: “É preciso olhar bem o orçamento, saber quanto vai gastar e quanto vai receber, e nunca gastar mais do que recebe, principalmente se já está em dívida”, disse.

Para quem chega a 2026 sem dívidas e com reserva formada, o cenário muda: “Aí sim, essa pessoa pode pensar em investir”, explicou.

O especialista ressaltou que há uma tendência de queda na taxa básica de juros, a Taxa Selic, o que exige mais atenção na escolha dos investimentos: “Você deve gastar apenas o que pode gastar. O que você não pode gastar vira dívida e essa dívida cresce com juros”, completou.

Rosevaldo também alertou sobre gastos típicos do período, como festas e viagens. “Às vezes a pessoa faz uma confraternização mais simples ou avalia melhor os gastos com veraneio, porque geralmente se gasta mais do que foi planejado. É importante ter metas de poupança e de investimento. O dinheiro precisa gerar dinheiro. Essa é a regra”, afirmou.

Sobre investimentos, o economista destacou que a renda fixa ainda se mostra uma boa opção no curto prazo.

“Até meados do ano, especialmente até junho, a renda fixa ainda será um bom negócio”, avaliou. No entanto, ele ressalta que, a partir desse período, será necessário reavaliar o cenário econômico. “Vai ser preciso observar como a economia e a taxa Selic, que é a taxa básica que remunera os investimentos, vão se comportar”, explicou.

Por fim, Rosevaldo projetou um cenário mais favorável para o mercado de ações nos próximos anos, mas com ressalvas. “Em 2026, para quem conhece o mercado de ações, ele pode ser um bom negócio. Mas, para quem não tem conhecimento, o mais indicado é permanecer em investimentos conservadores”, concluiu.

*com informações do repórter JP Miranda

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