Bahia

Oito pessoas são presas em operação contra grilagem de terras

Ação aconteceu nesta quinta-feira (4), em Salvador, Candeias e Camaçari.

04/09/2025 10h30
Oito pessoas são presas em operação contra grilagem de terras
Foto: Jeferson Silva/SSP-BA

Oito pessoas foram presas na manhã desta quinta-feira (4), em Salvador, Candeias e Camaçari, durante a “Operação Grilagem S.A”, que investiga uma rede criminosa especializada em grilagem de terras urbanas e rurais, além de crimes como corrupção ativa e passiva.

Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), entre os presos estão três policiais militares e um civil que, de acordo com as investigações, facilitavam as ações do grupo criminoso. Dois empresários foram alvos, um deles foi preso em flagrante.

A produção da TV Bahia apurou que prisões foram feitas nos bairros da Pituba, Bairro da Paz, Piatã, Itapuã e Chame Chame, na capital baiana, além de Itacimirim, na cidade de Camaçari.

Segundo as apurações conduzidas pelo Gaeco, a organização criminosa atuava de forma estruturada e meticulosa, dividindo as atividades em cinco fases:

Identificação e invasão de terrenos;
Fugentamento de opositores;
Edificação de construções;
Falsificação de documentos;
Regularização da posse e a venda dos imóveis a terceiros de boa-fé.

A SSP-BA explicou ainda que o grupo usava violência física e ameaças para garantir o domínio das áreas invadidas, contando com o apoio de agentes de segurança pública.

A ação é a terceira fase da “Operação Crickets”, deflagrada em março de 2022, e contou com a participação das equipes do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco) do Ministério Público da Bahia (MP-BA), da Força Correcional Especial Integrada da Corregedoria Geral (Force) da SSP-BA, e das Corregedorias das Polícias Militar e Civil.

A atuação do MP-BA contra o esquema de grilagem já resultou em denúncia criminal recebida pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). Na ação penal, que corre sob segredo de Justiça, foi apontado o envolvimento de agentes de segurança e de servidores públicos na regularização fraudulenta de terras invadidas, com manipulação de processos administrativos para garantir a impunidade do grupo criminoso.

*Com informações g1 Bahia

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