Novas técnicas ajudam a combater flacidez e reforçam autoestima, defendem especialistas
Emagrecimento acelerado e envelhecimento exigem estratégias integradas para preservar firmeza da pele e saúde mental.

A médica nutróloga Dra. Aline Jardim e a biomédica Deybe Caroline participaram de um bate-papo especial sobre novas técnicas para melhorar a flacidez, destacando que estética vai muito além da aparência e está diretamente ligada à saúde mental e à autoestima.
Durante a entrevista, Dra. Aline enfatizou que os cuidados estéticos não devem ser vistos como algo supérfluo.
“Quando nós falamos de estética, muitas pessoas ainda relacionam como algo supérfluo. Mas cada um sabe a sua dor. Existem pessoas que ficam totalmente inibidas, com dificuldade até de se expor ou falar em público por conta de alguma situação estética”, afirmou.
Segundo ela, a estética deve ser entendida como parte do cuidado integral com o paciente.
“Hoje a estética está intimamente relacionada à nossa saúde mental. Nós buscamos saúde de dentro para fora.”
A nutróloga alertou que o emagrecimento acelerado, impulsionado por novas medicações, pode trazer como consequência a flacidez, especialmente em pacientes acima dos 40 anos.
“Nós já tivemos pacientes que dizem: ‘Aline, eu não quero emagrecer porque quando eu emagreço minha barriga fica muito mole, meu pescoço fica feio’. Mas nós podemos sim emagrecer e cuidar dessa flacidez.”
Ela explicou que, com o avanço da idade, ocorre perda natural de massa muscular, gordura e até estrutura óssea, o que pode acentuar a aparência de flacidez, especialmente na face. Em alguns casos, além dos procedimentos estéticos, é necessária uma avaliação hormonal.
“Para mulheres na menopausa, por exemplo, precisamos pensar também em reposição hormonal. O estradiol está intimamente ligado à qualidade da pele e a testosterona à construção muscular.”
A biomédica Deybe Caroline detalhou as técnicas disponíveis atualmente, destacando a associação de tecnologias com bioestimuladores e preenchedores.
“Hoje sabemos que a associação de tecnologias com procedimentos minimamente invasivos são opções muito interessantes. Temos, por exemplo, a radiofrequência microagulhada, que estimula tanto a flacidez de pele quanto de tecido.”
Ela explicou ainda que os bioestimuladores promovem resultados mais duradouros e que os preenchedores com ácido hialurônico ajudam na reestruturação facial.
“A cada década que envelhecemos, perdemos estrutura óssea. Muitas vezes não é só o bioestimulador que resolve. Precisamos reestruturar desde a base óssea. O ácido hialurônico é uma substância produzida pelo próprio corpo, são procedimentos seguros e com excelente custo-benefício.”
Deybe ressaltou que não existe idade ideal para começar:
“Hoje fazemos tratamentos preventivos. Não é preciso esperar chegar aos 40 ou 50 anos. Quanto antes cuidarmos, menos complexo será o tratamento lá na frente.”
Apesar dos avanços tecnológicos, as profissionais destacam que nem todos os casos podem ser resolvidos apenas com procedimentos estéticos.
“Às vezes o paciente quer resolver clinicamente e não é possível. Existem situações em que a indicação correta é cirurgia plástica e nós somos muito francos com o paciente”, explicou Dra. Aline.
Elas reforçaram que a atuação multidisciplinar permite indicar o melhor caminho, seja com tecnologias, bioestimuladores, preenchimentos ou intervenção cirúrgica.
Dra. Aline destacou que a exposição nas redes sociais e a valorização da imagem também impulsionam a busca por procedimentos.
“Hoje nossa imagem está muito envolvida com nossa profissão. Estamos muito expostos. É algo que as pessoas vêm buscando e cuidando muito mais.”
As especialistas atendem no Instituto da Plástica, em Feira de Santana, oferecendo acompanhamento integrado para pacientes que desejam emagrecer com saúde e tratar a flacidez com segurança e responsabilidade.






