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16/11/2021 - 08:21

Justiniano França fala sobre a superação contra o câncer de próstata

Novembro Azul
Justiniano França fala sobre a superação contra o câncer de próstata

Receber o diagnóstico do câncer de próstata não é fácil e quando já se tem casos na família esse temor aumenta ainda mais, isso foi o que aconteceu com o ex-vereador e secretário Justiniano França. Em entrevista ao programa Jornal do Meio Dia, da rádio Princesa FM, Justiniano contou que o seu pai foi o primeiro da família a ser acometido pela doença.

“Em 1984, quando não se fazia exames sobre a questão da próstata nós saímos daqui com meu pai para fazer uma cirurgia de hérnia de disco no Hospital das Clínicas e ao iniciar a cirurgia os médicos descobriram que não tinha nada a ver com hérnia de disco, foi exatamente um câncer de próstata que deu metástase e infelizmente já estava em uma situação bem avançada e três meses depois o meu pai veio a óbito. A partir daí minha mãe sempre dizia que quando chegasse aos 40 anos todos precisavam fazer os exames para que não chegasse a essa situação. No final da década de 70 morava conosco um tio, que eu lembro que ele gemia de muita dor e ele veio a óbito, quando eu fiz a minha cirurgia uma tia minha veio me visitar e eu perguntei o que esse tio teve e ela me falou que foi uma infecção urinária onde urinava sangue, depois fomos descobrir que não tinha nada a ver com infecção urinária, já tinha sido câncer de próstata também.” Conta.

Após esses casos, Justiniano iniciou aos 36 anos os cuidados e prevenção contra o câncer de próstata.

“Eu com 36 anos já pedia aos médicos que solicitassem o exame de PSA, aos 40 anos comecei a fazer o toque e em 2013 meu segundo irmão foi acometido do câncer de próstata, fez o tratamento e está bem até os dias de hoje e eu lembro que em 2014 eu estava na Câmara, fiz o exame do PSA e ele aumentou um pouco, pensei que fosse um pouco de stress, no mês de março repeti o exame e deu muito alto, como estava no inicio foi feita a biópsia e logo após a retirada da próstata. Meu irmão mais velho me acompanhou em tudo, meados de abril e maio, no mês de agosto ele fez o exame e detectou também um câncer de próstata inicial, ele também fez a retirada da próstata.” Relata.

Com o diagnóstico da doença, Justiniano partiu para o tratamento, segundo ele o apoio da família e dos amigos foi o que o fortaleceu nesse momento.

“Todas as vezes que eu fazia o PSA eu ficava empolgado porque as taxas davam bem baixas, então nunca imaginava de ser acometido e quando ele subiu de uma forma muito alta eu já fiquei temeroso, mas consciente de que precisava tratar e tive todo o apoio da minha família e amigos, tudo isso dá força. Eu não precisei fazer quimioterapia, nem radioterapia, apenas a intervenção cirúrgica e acompanhamento a cada três meses, mas hoje já faço isso anualmente.”

Justiniano afirma que o fato de fazerem os exames com frequência foi fundamental para que ele e os irmãos descobrissem a doença em fase inicial.

“Foi uma questão familiar, genética, já é uma doença típica da raça negra e pra nossa família é uma questão genética mesmo, então eu louvo a Deus pela vida da minha mãe porque ela sempre disse que nós tínhamos que fazer esses exames para que possamos descobrir a doença em fase inicial e foi exatamente o que aconteceu. Eu acredito que nós avançamos muito, mas infelizmente a Bahia é o quarto estado do Brasil onde se morre mais homens acometidos pelo câncer de próstata e isso vai muito mais pela ignorância, pela falta de conhecimento, de não buscar a orientação profissional, então nós estamos vivendo hoje o Novembro Azul e isso deve ser durante todo ano como alerta para os cuidados.” Afirma.

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