Programa De Olho na Cidade

10/11/2021 - 16:10

A vida não pode ter preço

Jorge Biancchi

A gente lamenta profundamente a morte da baiana, feirense, da menina brava, Yasmin Bastos Nunes, de 11 anos, que faleceu e o corpo foi enterrado no último domingo (07) em Feira de Santana.

O que a gente apela para os nossos representantes políticos de Feira de Santana e da Bahia é que essa luta pela vida de Yasmin não passe em vão, ela nos deixou um grande legado de luta, garra, determinação, mas a gente precisa que esse legado também sirva para alertar os nossos governantes que a vida não tem preço.

Sugiro aos nossos representantes que encampe uma luta para que a gente inspire os nossos governantes a criar uma flexibilidade para que a gente venha salvar outras vidas, que em casos tão sérios onde a gente tem o risco de morte o governo, seja ele municipal, estadual ou federal, seja obrigado a cumprir com os seus deveres imediatamente, que não haja o artificio de recorrer a justiça para não pagar de imediato o tratamento seja de quem for. A lei deveria nos garantir o tratamento de imediato, então que tal a gente criar a lei Yasmin que venha a garantir o direito ao tratamento público ou privado?

A vida não pode ter preço, não podemos perder outras vidas por conta de uma questão que a gente tem que ficar aguardando uma decisão judicial, mas como são várias instâncias acontece o que aconteceu, a pessoa morre antes de ter uma decisão final.

Então fica aqui o nosso apelo para que possa se modificar essa lei e que o cidadão precisando de atendimento seja atendido de imediato. A gente tem dinheiro pra tudo neste país, inclusive para as coisas ruins, como é o caso da corrupção, quanto dinheiro não é desperdiçado, jogado no lixo e desviado pelos nossos gestores? E nesses momentos o governo não cumpre com o seu dever para salvar vidas, isso é inaceitável, precisa ser modificado. Faço um apelo aos nossos representantes políticos que possam comprar essa mudança de lei, se não tem tratamento na rede pública o governo tem que assumir o tratamento na rede privada quando o cidadão não tem condições de arcar.

Que outras vidas possam ser salvas com essa mudança de lei e essa luta de Yasmin não pode passar em branco.

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