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02/11/2021 - 08:02

Entenda a importância dos exames de imagem para o diagnóstico do câncer de mama

Outubro Rosa
Entenda a importância dos exames de imagem para o diagnóstico do câncer de mama
Foto: Reprodução

O câncer de mama é o segundo tipo de câncer que mais mata mulheres no mundo: são cerca de 25% de casos novos todos os anos. No Brasil, esse percentual é ainda maior: 29%. A American Cancer Society, no entanto, chama a atenção para uma média ainda mais assustadora: uma em cada 8 mulheres que viverem até os 75 anos terão o diagnóstico de câncer de mama na vida. A preocupação, portanto, não é algo a ser deixado para depois.

Apesar desse alto índice, as chances de cura podem chegar a 90% dos casos. Mas, para isso, é preciso que a doença seja detectada o mais precocemente possível. Afinal, quanto mais cedo, maior também são as possibilidades de cura e, claro, mais simples será o tratamento. E a maneira mais eficiente de fazer isso é com o exame de toque, que a mulher pode fazer no próprio banho, e também com os exames de rotina. Segundo a médica radiologista Larissa Lemos, o mais importante deles é a mamografia, pois é o procedimento que consegue detectar o câncer de mama ainda na fase inicial.

“A mamografia salva vidas, é o principal exame e a gente consegue identificar lesões minimamente invasivas, lesões pequenas, muitas vezes na mídia fica a tecla do autoexame, que é importante, deve sim ser feito, mas algumas lesões podem passar despercebidas no toque, ás vezes realmente só imagens podem reconhecer aquela lesão. A partir dos 40 anos toda mulher deve ser cometida a mamografia de rastreio que deve ser feita anualmente, no caso de algumas mulheres que tem as mamas densas, é necessário também a prevenção com ultrassonografia mamária, então o autoexame deve sim ser feito, qualquer anormalidade a mulher deve estar se encaminhando ao seu médico, mas a imagem é primordial porque o que a gente quer pegar são as imagens iniciais do câncer de mama.”

A Sociedade Radiologia, Mastologia e Ginecologia recomendam que o rastreamento com a mamografia deva ser feito a partir dos 40 anos, mas infelizmente o SUS só libera a mamografia a partir dos 50 anos.  “Nas mamas densas e nas jovens por uma questão de composição mamária é necessária a prevenção com ultrassonografia, em alguns casos a gente pode utilizar também a ressonância magnética e pra fazer o diagnóstico é necessário uma extração pra realizar a biópsia que é outra técnica.”

Dra. Larissa afirma que a questão da dor durante o exame é relativo. “Cada mulher tem uma linear de dor, o que a gente recomenda é a paciente evitar a mamografia no período pré-menstrual porque a mama fica mais dolorida e hoje a gente tem algumas técnicas para que seja mais confortável.”

É estimado um aumento de 40% dos casos de câncer de mama por conta da pandemia, porque no ano passado os pacientes não procuraram realizar os exames, a estimativa é de 76.280 novos casos.

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