Programa De Olho na Cidade

31/10/2021 - 18:41

A importância da reabilitação pré e pós- tratamento do câncer de mama

Outubro Rosa
A importância da reabilitação pré e pós- tratamento do câncer de mama
O mês de outubro é dedicado à prevenção e aos cuidados contra o câncer de mama, uma doença que, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), afetou só em 2020 mais de 66 mil mulheres. Isso corresponde a quase 30% de todos os tumores. Além disso, o problema está por trás de 17 512 óbitos neste ano — ou 16% do total de mortes por câncer no país.
 
O tratamento da enfermidade é cada vez mais multidisciplinar. E, nesse contexto, o fisioterapeuta é um profissional importante porque age na etapa pré-cirúrgica e no pós-operatório.
 
Segundo a fisioterapeuta Wilma Teixeira, o uso da fisioterapia no tratamento do câncer de mama ainda é pouco difundido, por isso poucas pessoas tem conhecimento sobre isso. 
 
“A fisioterapia desempenha um papel imprescindível na abordagem de pacientes independente do tipo de câncer e de cirurgia, a fisioterapia precoce tem objetivos importantes nesse duelo contra a doença e a gente falar da importância da reabilitação no paciente com câncer de mama é de suma importância e é um assunto que ainda é pouco difundido, um serviço pouco utilizado, talvez pela falta do conhecimento e até uma falha nossa de não divulgarmos tanto a importância do nosso trabalho dentro de algumas áreas.”
 
A fisioterapia intervém no pré-operatório preparando a região a ser submetida à cirurgia, por meio de exercícios visando ganho de massa muscular, expansão torácica e fortalecimento do membro superior com a finalidade de minimizar as perdas funcionais. 
 
“Tem um intervalo grande entre a descoberta do câncer e o tratamento, então a gente tem um tempo pra preparar esse paciente pra cirurgia, pra reparar alguma eventual alteração e dar um condicionamento físico melhor para que ele faça a cirurgia e depois sua recuperação seja melhor.” Afirma Wilma.
 
O tratamento cirúrgico para o câncer de mama, dependendo do seu grau de gravidade, pode variar da extração de um nódulo ou até mesmo da retirada total da mama, que poderá afetar toda a região próxima a mama.
 
“Em alguns casos há uma retirada também do músculo peitoral, que é o músculo que está envolvido diretamente na mobilidade do ombro, outra questão, é que quando o paciente não passou por uma orientação de um fisioterapeuta antes, ele acha que tem que proteger o ombro, que não pode movimentar aquele braço e quando você deixa de movimentar uma estrutura são gerados vários outros problemas que não necessariamente estão ligados a cirurgia, mas como uma consequência da falta de movimento.”
 
A fisioterapia trabalha o fortalecimento das estruturas adjacentes, ensina o paciente a se movimentar pós-cirurgia, além disso, o condicionamento prepara, porque ele vai passar um período sem fazer atividade física, o que não significa que vai ficar sem se movimentar.

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