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13/10/2021 - 12:03

Membros do LGBTQIA+ fazem manifestação na Câmara de Feira

Feira de Santana
Membros do LGBTQIA+ fazem manifestação na Câmara de Feira

Membros do LGBTQIA+ visitaram as dependências da Câmara Municipal de Feira de Santana, nesta quarta-feira (13), para se manifestarem contra um Projeto de Lei de autoria do vereador Edvaldo Lima (MDB), que proíbe a utilização da linguagem neutra. A professora e doutora em história, formada pela Federal Fluminense e coordenadora do Grupo de Estudo de Gênero, Maria Aparecida Sanches, usou a Tribuna Livre para fazer críticas ao PL.

“É um absurdo esse projeto de lei apresentado pelo vereador em um momento em que o Brasil e Feira de Santana passam por grandes problemas de ordem social, por grandes questões com relação a desemprego causado pela pandemia, a carestia e uma série de processos que esta Casa deveria se preocupar e ao invés disso se preocupa com a utilização da linguagem neutra que inclui pessoas trans, pessoas não-binárias, que inclusive, estão hoje com direto a cotas na Universidade Estadual de Feira de Santana, imagine se nós não pudermos chamar essas pessoas pela forma como elas se auto reconhecem.” Afirmou.

Segundo a professora, o grupo não poderia permanecer calado diante de uma situação que eles defendem dentro da Universidade.

“Nós temos enquanto pessoas, professores e pessoas que fazem parte de uma das maiores e mais antigas instituições de informação dessa cidade que é a Universidade Estadual de Feira de Santana, não podemos ficar calados, nós que estamos brigando dentro da instituição para incluir pessoas trans, lá nós já incluímos o uso da linguagem neutra, imagine o contrassenso que teria enquanto espaço formativo nós não conseguirmos usar uma linguagem que é inclusiva, que permite aos indivíduos se identificarem.” Disse.

Em seu discurso ela também explicou que a linguagem neutra é a utilização de expressões como ‘todes’, que correspondem as pessoas que não se identificam a partir de padrões heteronormativos.

O vereador Edvaldo Lima afirmou que o grupo foi até a Casa para desafiá-lo.

“O que nós observamos nesta manhã nessa casa foi o grupo de ativismo gay que vieram nessa Casa para me desafiar apenas por um projeto que coloquei nessa Casa que proíbe a linguagem neutra no município de Feira de Santana, porque eu quero que esses professores da Universidade que vieram aqui me provem na gramática brasileira, na Constituição Federal se tem essa palavra ‘todes’, quem foi que colocou essa palavra? O que eu sei é que eles querem colocar a qualquer custo nas crianças do nosso país essa palavrinha, ela significa que a criança nasce sem sexo, não nasce nem mulher e nem homem, então eu só queria saber como é que nasce.” Afirmou.

Foto: Rafael Marques 

 

*Com informações do repórter Rafael Marques 

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