Programa De Olho na Cidade

09/08/2021 - 17:50

Roda de conversa debate a falta de investimento para os atletas olímpicos

Olimpíadas
Roda de conversa debate a falta de investimento para os atletas olímpicos
FOTO: Brenda Victória
O Brasil fechou as Olimpíadas de Tóquio neste domingo com a melhor posição da história no quadro de medalhas. Com sete ouros, seis pratas e oito bronzes (21 medalhas no total), o país ficou no 12º posto nos Jogos Olímpicos dos Japão, subindo uma colocação em relação à Rio 2016. 
 
O programa Jornal do Meio Dia da rádio Princesa FM organizou uma roda de conversa para debater o desempenho olímpico do Brasil em Tóquio que contou com a participação do diretor de esportes de Feira de Santana, Emerson Brito, do comentarista esportivo, Plinio Pereira, e do professor de boxe, Lando Souza. Além do bom desempenho nessas olimpíadas, muitos atletas também alertaram para a falta de patrocínio e investimentos que sofreram, principalmente durante a pandemia.
 
“A surpresa advém exatamente da falta de investimento que foi feito para essa olimpíada do Japão, inclusive, no final dos jogos muitos atletas falaram sobre isso. O Brasil precisa investir mais em esporte olímpico, mas a participação do Brasil com um todo, em 12º lugar, tendo tantos países representando nas olimpíadas, pra mim é muito bom e foi uma surpresa agradável.” Afirma Plínio.
 
 
Segundo o Diretor de Esportes Emerson Brito o grande problema não é a falta de investimento, mas sim a distribuição desse investimento que é repassado pelas organizações.
 
“Na verdade, se cobra muito do poder público sobre investimento no esporte, em minha opinião, pelo investimento que foi feito eu esperava até mais. É comemorativo? É, mas pelo potencial, a grandeza do Brasil e pelo nível de atletas, eu acho que poderíamos ir além.” Declara Emerson. 
 
 
O governo federal investe no COB cerca de 150 milhões de reais e esse investimento é distribuído para as confederações, cada uma recebe mensalmente em torno de 5 milhões, durante o ciclo olímpico. “As OSC’s (Organizações da sociedade civil) precisam gerir melhor esse investimento. O grande sucesso de atletas do Nordeste nas Olimpíadas é oriundo de atletas de projetos sociais.” Afirma Emerson.
 
Das sete medalhas de ouro do Brasil nos Jogos Olímpicos de Tóquio, três foram conquistados por baianos, com Ana Marcela (maratona aquática), Isaquias Queiroz (Canoagem) e Hebert Conceição (Boxe) subindo ao lugar mais alto do pódio, sem contar o baiano Daniel Alves que conquistou o ouro com a seleção masculina de futebol.  
 
O boxe é um esporte que precisa de um olhar especial para ele, porque a gente precisa estar em outro estado, muitos atletas ficam sem viajar devido à falta de recurso. Esses que tiveram a oportunidade de estarem na olimpíada e trouxeram essa medalha pra gente, são motivo de orgulho.” Declara o professor Lando.
 

Comentários

Leia também