Programa De Olho na Cidade

21/07/2021 - 12:48

Executivo de Shopping critica interferência em contratos privados

Feira de Santana
Executivo de Shopping critica interferência em contratos privados
Foto: Divulgação
O contrato de aluguel das lojas em shoppings é apontado por alguns lojistas como a principal causa do fechamento dos estabelecimentos, além dos efeitos da pandemia. 
 
A maior parte das lojas são pequenas e médias e não conseguem arcar com cláusulas como reajuste pelo IGP-M ou IGP-DI (indicadores que não refletem o varejo) e o chamado "degrau", um aumento além do IGP-M aplicado periodicamente aos aluguéis. De acordo com lojista do Boulevard Shopping ouvidos pela nossa produção, o índice no estabelecimento chega em 35%. 
 
Além disso, um projeto de lei tem gerado diveras criticas de locatários, principalmente em contratos de aluguel comercial, como os shopping centers. O projeto determina o uso do IPCA como base para acordos do tipo, em vez do IGP-M. 
 
O coordenador regional da Bahia da Associação Brasileira de Shopping Center (Abrasce), Edson Piaggio, diz que as regras são definidas entre bens privados e devem ser respeitadas por instituições. Ele diz também que neste momento o reajuste pode ser alto, mas que no passado recente foi muito pequeno. 
 
 
“Uma relação contratual que foi celebrada entre duas pessoas jurídicas não deve ter inteferências. Se neste momento o reajuste é alto, cabe lembrar que no passado foi negativo. Toda via, os shoppings devem dialogar individualmente com cada um individualmente, pois não se pode igualar os desiguais”, declarou. 
 
Parque Shopping 
 
Ainda de acordo com Piaggio, novos investimentos não estão descartados como o do Parque Shopping, na avenida Noide Cerqueira. Inicialmente o empreendimento tinha conclusão prevista para o segundo semestre de 2021. 
 
“Não, esse projeto sim faz parte de nossas ideias. No momento que estivermos em uma melhor situação daremos continuidade ao processo de construção”.

Comentários

Leia também