Programa De Olho na Cidade

31/03/2021 - 16:02

Ao longo do tempo as funções das mulheres se multiplicaram, afirma coordenadora

Março Mulher
Ao longo do tempo as funções das mulheres se multiplicaram, afirma coordenadora

Com presença expressiva no mercado de trabalho, as mulheres vêm ampliando continuamente sua participação nos mais diversos cargos e funções, no entanto continuam sendo as principais responsáveis pelas atividades do lar e pelo cuidado dos filhos.

 A situação agrava-se com a crescente demanda por qualificação, exigindo que essas trabalhadoras cumpram, muitas vezes, três jornadas de trabalho: profissional, familiar e educacional.

Em entrevista ao Programa Jornal do Meio Dia, a Coordenadora do Grupo Fundamental II do Colégio Santo Antônio, Cláudia Bastos, contou sobre os desafios da jornada da mulher.

“Quando falamos dos desafios da mulher, são inúmeros, e principalmente do parâmetro profissional, a mulher começou a votar apenas na década de 30, e isso mostra como a mulher se estabeleceu em uma sociedade que era extremamente masculina. Mas essa caminhada não significa que não temos muita coisa pra correr atrás ainda”. Contou Cláudia.

A coordenadora pontuou ainda que ao longo do tempo as funções das mulheres se multiplicaram. “Temos um acúmulo de funções, por mais que essas mulheres estejam trabalhando, amparadas profissionalmente, elas serão cobradas para terem um casamento, e posteriormente filhos e os homens não recebem esse tipo de cobrança”. Contou.

Mesmo estudando mais, as mulheres brasileiras, maioria da população do país (51,7%), segundo o IBGE, lideram as taxas de desemprego, ganham menos e passam mais tempo ocupadas com tarefas domésticas do que os homens.  

No quarto trimestre de 2019, o rendimento mensal médio das mulheres foi 22% menor do que o dos homens em todo o Brasil. Na média nacional geral, elas ganharam R$ 1.958,00 por mês contra R$ 2.495,00 dos homens.

Entre as mulheres que têm ensino superior, a diferença foi ainda maior, -38% do que os homens. E não importa se ocupam os mesmos cargos, elas continuam ganhando menos. A cada 10 diretores e gerentes, quatro eram mulheres no 4º trimestre de 2019, com rendimento médio 29% menor.

Os dados são do estudo “A inserção das mulheres no mercado de trabalho” feito pelo Dieese.

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