Programa De Olho na Cidade

22/09/2020 - 08:51

Pesquisa De Olho na Cidade e Economic mostra polarização em Feira

Jorge Biancchi
A pesquisa Economic, em parceria com o portal de notícias www.deolhonacidade.net, mostra que a eleição em Feira de Santana está polarizada entre Zé Neto (PT) e Colbert (MDB). No cenário espontâneo, Colbert aparece numericamente à frente, com 23,80%, contra 20,20% das intenções de voto para Zé Neto. Um empate técnico, porém, numericamente, dando vantagem ao atual prefeito.
 
Na estimulada, quem aparece na frente numericamente é Zé Neto (PT), com 31,60% dos votos, contra 30,20% das intenções para Colbert (MDB).
 
Quando se fala em segundo turno, Zé Neto (PT), venceria em todos os cenários. Ganharia do atual prefeito, com 38,10%, contra 33,20%, 4 pontos percentuais a mais, portanto, fora da margem de erro, que é de 3,09%. Contra Carlos Geilson (Podemos), Zé Neto (PT) também venceria, com 39%, contra 15,10%.
 
Este resultado momentâneo, já mostra que a oposição de Feira de Santana nas eleições municipais está quebrando um tabu que já durava 20 anos. Há duas décadas que não há segundo turno na cidade, a última vez foi em 1996, desde quando José Ronaldo começou a disputar as eleições, que o grupo vem ganhando todas as disputas no primeiro turno. O fato de forçar o segundo turno já mostra que a oposição vem equilibrando forças e com possibilidades de realmente levar vitória no pleito deste ano. 
 
O que a gente vê é um equilíbrio na sede, um empate técnico nas intenções de voto entre Zé Neto (PT) e o candidato governista, Colbert (MDB). O prefeito hoje teria 32,33% dos votos na sede, contra 29,96% para Zé Neto, um empate técnico. Já na zona rural, Zé Neto leva ampla vantagem, com 44,45% dos votos, contra 19,89%.
 
A oposição está, portanto, com o jogo equilibrado, e agora quando se tem uma disputa muito equilibrada, quem errar menos, ganha o confronto. Estamos prestes ao início do horário eleitoral, e certamente, quem menos errar, vai vencer as eleições. Não podemos ainda descartar outros nomes, como Carlos Geilson (Podemos), que embora esteja um pouco distante desta polarização. Neste momento, qualquer erro pode ser fatal para os principais líderes da pesquisa. Como diz o ditado no futebol: quando se tem um clássico, ganha quem errar menos, nas eleições, não será diferente.

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