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10/09/2020 - 06:40

Por que precisamos falar sobre abuso sexual infantil? Escola aborda tema na Semana em Defesa da Criança

Educação
Por que precisamos falar sobre abuso sexual infantil? Escola aborda tema na Semana em Defesa da Criança
País independente é o que oportuniza às crianças serem felizes por terem
seus direitos garantidos. Baseada nessa premissa, a Escola João Paulo I
(JPI) aproveitou mais uma vez a importância histórica do 7 de setembro,
dia da Independência do Brasil, para realizar uma série de atividades na
Semana em Defesa da Criança.
 
Com o tema geral “Por que precisamos falar sobre o abuso sexual
infantil?”, estão sendo realizadas rodas de conversas e vivências
envolvendo estudantes e famílias da Educação Infantil e do Ensino
Fundamental I. Nas abordagens, é destacada a importância da autodefesa,
validação dos sentimentos e a legitimação do respeito à infância.
 
Um dos marcos da semana foi o seminário “Brasil Independente: Em Defesa
da Criança”, realizado na noite desta terça-feira (8). Com uma
programação virtual ampla, o evento contou com a participação de duas
convidadas especiais. Mestre e doutora em Educação; professora do
Programa de Mestrado em Família na Sociedade Contemporânea da
Universidade Católica do Salvador  (UCSAL); e técnica do Grupo Condutor
da Saúde Adolescente da Secretaria Municipal da Saúde de Salvador, Gilca
Carrera explanou sobre os instrumentos educativos na educação do filho,
que muitas vezes libertam e/ou aprisionam a infância.
 
Segundo a convidada, o propósito da abordagem foi trazer subsídios para
fazer as pessoas refletirem acerca de uma educação que promova a
liberdade. Gilca Carrera também citou que, ainda assim, é necessário
manter os limites para participação das crianças nos seus ambientes
familiares e comunitários de formas saudáveis, ao tempo em que promovem
os crescimentos social e pessoal dos pequenos.
 
Já Luciana Reis, coordenadora executiva do Centro de Defesa da Criança e
do Adolescente (Cedeca), em Salvador; coordenadora colegiada do Comitê
de Enfrentamento à Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes na
Bahia; e coordenadora colegiada da Rede ECPAT (sigla do nome da ação em
inglês cuja tradução para o português é Fim da Prostituição Infantil,
Pornografia Infantil e Tráfico de Crianças Para Fins Sexuais) no Brasil,
falou sobre “Educação sexual para crianças: O que é o que não é?
Prevenir é melhor do que remediar!”, desmistificando equívocos
referentes à educação sexual para os pequenos e oferecendo instrumentos
para o refletir e construção de novas práticas.
 
O evento também contou com o relato de uma mulher de 37 anos, que sofreu
abuso sexual na infância, e 30 anos depois resolveu falar. A violência
vivida, que desencadeou uma série de traumas nela, está sendo superada
através da coragem de expor a própria vida em um livro a fim de evitar
que outras pessoas, especialmente crianças, passem pela mesma situação
ou que fiquem em silêncio.
 
É necessário falar!
 
A Escola JPI entende que a discussão sobre abuso sexual na infância é
necessária, porque escola e família precisam quebrar o tabu de não falar
a respeito do assunto, o que acaba por manter a problemática. A direção,
coordenadores e professores da instituição de ensino também acreditam
que crianças psicologicamente fortalecidas ajudam a construir um Brasil
cada vez mais independente. Por isso, mesmo passada a Semana em Defesa
da Criança, as ações sobre o tema continuarão sendo realizadas uma vez
por mês, sendo ampliadas também para o Ensino Fundamental II.

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