Programa De Olho na Cidade

07/08/2020 - 12:37

Guerreiro da Saúde e exemplo de pai: conheça a rotina do médico Francisco Mota

Dia dos Pais
Guerreiro da Saúde e exemplo de pai: conheça a rotina do médico Francisco Mota
Todos já conhecem o Dr. Francisco Mota pelos serviços prestados à comunidade de Feira de Santana, como diretor do Hospital de Campanha, mas em entrevista ao De Olho na Cidade, ele nos revelou a sua intimidade de um pai também guerreiro, de três filhos, que assim como todos, vem sofrendo com o distanciamento e a impossibilidade de cumpri 100% com o seu papel, para proteger aos que ele tanto ama.
 
“Para mim, esta pandemia tem sido muito dura, pois meus pais se isolaram em Salvador, minha mãe teve um câncer, ambos têm 69 anos e ela por ser uma paciente oncológica, exige uma reclusão maior, então, estou sem contato com os meus pais desde o início da pandemia, só falo por telefone. Os meus dois filhos maiores, também estou sem contato, Lucas tem 14 anos e Maria tem 10, e Maria é asmática, grupo de risco também. Só os vejo no final de semana, quando faço um tipo de drive-thru, de máscara, nós nos vemos com todo o cuidado do mundo, mas estou há cinco meses sem poder abraçar os meus filhos maiores”, disse.
 
 
Dr. Francisco, que está na linha de frente contra o coronavírus, desde o início, também detalhou a sua experiência com sua filha mais nova. “A pequena, é um pouco mais difícil para ela entender tudo o que vem acontecendo, quando chego em casa, tenho que ir direto tomar banho para abraçá-la, e se não for, ela fala: “papai, vai tomar banho”’, brincou.
 
Ele também falou sobre a experiência de ser pai de filhos em três fases diferentes. “É uma experiência maravilhosa, o maior presente que a vida me deu foi a oportunidade de ser pai, são experiencias diferentes, mas tento me dividir para tentar agradar a todos, não é fácil, pois cada um tem suas preferências, preciso me inventar a cada momento para curtir com eles, e tem sido muito agradável”, afirmou.
 
O médico que também é obstetra, se emociona ao falar das dificuldades de realizar partos e não poder ter contato com as crianças, nem com os seus pais. “Outra grande dificuldade nesta pandemia é você fazer um parto, tirar um bebê e não poder dar um abraço no pai e na mãe, isso tem sido penoso para mim, que sou obstetra. Esta doença veio para mudar tudo, a forma de ver as coisas e também de trabalhar”, concluiu.

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