Programa De Olho na Cidade

26/07/2020 - 16:35

Bolsonaro abre mão de amigos, para governar com inimigos

Jorge Biancchi
Antigos aliados do presidente Bolsonaro, continuam deixando a sua base. O mandato nem bem tinha começado, em 2019, e já surgia a primeira crise, com a saída do então Secretário Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, hoje falecido. De lá para cá, a relação de pessoas aliadas que deixaram o governo só tem aumentado. Tivemos Alexandre Frota, Joice Hasselmann, General Santa Cruz, Paulo Marinho, empresário, o Governador de São Paulo, João Dória, Major Olímpio, e por último, houve um episódio que gerou um desgaste entre a deputada federal, Bia Kicis, até então vice líder do governo no Congresso. Ela que disse que agora, está mais livre para votar contra projetos do governo, mas, que continua apoiando o presidente.
 
Ele que inclusive, tirou a função de vice líder de Bia, por conta de desentendimentos entre ambos. O presidente enquanto isso, avança em acordos com o centrão, para viabilizar maioria do apoio de sustentação política no Congresso Nacional. E aí a gente sabe que, o centrão é um segmento político que fica do lado de quem der mais, ele pode estar hoje com Bolsonaro, mas, daqui a 2 meses poderá não estar mais, é na base do toma lá da cá. Se tem gente dando mais lá na frente, eles estão saindo, ficam enquanto está sendo conivente com aquilo o que eles estão querendo e estão tendo, mas se aparecer algum alguma oferta maior, eles abandonam, como fizeram recentemente com Michel Temer, e com a ex-presidenta Dilma Rousseff. 
 
Bolsonaro pode pagar caro por abandonar os seus amigos de caminhada, claro que ele precisa de uma base sólida, mas não necessariamente poderia estar abrindo mão de pessoas que caminharam com ele desde o início, desde a campanha eleitoral. Precisava sim ampliar e não abandonar, e isso pode custar muito para o presidente da República, pela sua inabilidade de preservar os aliados, pessoas que realmente têm uma identidade com aquilo que ele acredita.

Comentários

Leia também