Programa De Olho na Cidade

11/07/2020 - 10:14

Comunicadores debatem o impacto da pandemia nas eleições municipais

Reportagens Especiais
Comunicadores debatem o impacto da pandemia nas eleições municipais
A realização das eleições em 2020 é cercada de incógnita sobre suas complexidades diante de uma pandemia. O Congresso Nacional já aprovou um adiamento da eleição, antes prevista para outubro, para novembro. Todavia, sem quaisquer garantia do fim da crise de saúde. 
 
O programa Jornal do Meio Dia (Princesa), reuniu os grandes comunicadores e com experiência em cobertura jornalística em Feira de Santana. O debate fez parte de uma série de entrevistas em comemoração aos cinco anos do Jornal do Meio Dia, com coordenação de Jorge Biancchi e Valdeir Uchôa. 
 
O colunista do Jornal Tribuna Feirense,  César Oliveira, acredita que com uma campanha menor, com restrição de recursos disponíveis nos municípios e o conjunto de alterações do cenário político e econômico transforma o caminho do pleito eleitoral, com larga vantagem para os atuais prefeitos que buscam reeleição. 
 
 
“Acredito que não seria razoável termos um gasto elevado de recursos no momento de pandemia, que inclusive coloca os atuais gestores em um cenário de visibilidade. Embora, que isso ser positivo depende do bom desempenho do chefe do Executivo”, pontuou. 
 
Já Dilton Coutinho, do Acorda Cidade, declarou que não existe “clima” para eleição e que o mais certo seria uma prorrogação dos mandatos até o fim ou momento de maior segurança das dificuldades criadas pelo o novo coronavírus. 
 
“Vejo grande vantagem dos candidatos em evidência e isso não parece ser muito razoável. Aqueles gestores que realizam um bom trabalho no combate ao coronavírus será, certamente, muito bem avaliado pela população. Porém dentro da hipótese de não ter recursos para não acabar o mandato bem e isso resultar em dificuldades de pagamento de folha salarial e investimento na cidade será completamente duro para os atuais prefeitos”, diz. 
 
Por outro lado, o cientista social e jornalista, Carlos Augusto, do Jornal Grande Bahia, vê maior dificuldade para os prefeitos por uma crise econômica já anterior e complicador durante o coronavírus. 
 
“A crise econômica causa dificuldades para os prefeitos, mesmo com grande transferência de recursos do governo federal. Mas é inegável toda as demais perdas dos próprios municípios”, citou. 
 
Do Jornal Folha do Estado da Bahia, Humberto Cedraz, concordou com uma maior dificuldade para os candidatos sem mandatos, pela distância de espaços concendidos para quem não tem oportunidade midiática de mostrar os seus trabalhos. 
 
“Uma pesquisa feita em Março aqui na cidade apontou que mais de 60% da população não tinha ainda, por exemplo, candidatos para vereador. Demonstra um desconhecimento de quais serão os possíveis pré-candidatos. 
 
 
ELEIÇÕES GERAIS 
 
 
Humberto falou que não enxerga vantagem ou economia numa eleição unificada nos país. O comunicador citou que se isso ocorresse sempre os candidatos locais serão puxados pelo plano nacional, como um candidato à presidência, por exemplo. 
 
“São raros os países no mundo que ocorrem de modo unificado por toda desvantagens que existem para o eleitor escolher, além  da redução de debate local sobre as reais necessidades dos municípios”. 
 
Uma prorrogação do mandato para eleições conjuntas em 2022, segundo César Oliveira, não pode ser analisada neste momento sem mesmo certezas de como será o cenário pós-pandemia. “Eu contra sim prorrogação de mandato para os políticos e também penso não ser correto essas reeleições”. 
 
Já Carlos Augusto, citou que na realidade não existe vontade política de unificar as eleições pelo Congresso Nacional.  Contudo apontou que eleições em dois em dois anos cria dificuldades para organização do Estado e suas políticas públicas. 
 
“Com uma nova eleição sempre em dois anos suspende as relações dos entes de modo muito rápido. Um vereador é eleito, porém em dois anos se torna deputado, tornando até fracos os partidos pela volatilidade das legendas”. 
 
Dilton reiterou que não vê clima favorável para eleições neste ano por conta da pandemia, inclusive sequer sabendo quais serão os planos de governo apresentado pelos candidatos.

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