Programa De Olho na Cidade

29/06/2020 - 15:08

Setor de alimentos foi o menos prejudicado, mas se reinventa para manter-se forte, afirma empresário

Coronavírus
Setor de alimentos foi o menos prejudicado, mas se reinventa para manter-se forte, afirma empresário

O setor de alimentos foi uma dos menos prejudicados com a chegada da pandemia do novo coronavírus, considerado como um serviço essencial, não teve as atividades paralisadas com os diversos fechamentos do comércio. Em entrevista ao Jornal do Meio, desta segunda (29), Roque Santos, Presidente da Associação dos Agentes de Distribuição da Bahia, falou sobre a atual fase e as principais inovações que a categoria precisou passar para se manter ativa.

“O mercado atacadista, ele é um serviço essencial e não parou. A distribuição do alimento não chega não só na mesa do povo, mas como os pequenos mercadinhos eu supermercados, então durante essa pandemia nós tivemos em alguns casos um aumento de vendas. Houve uma correria para as lojas e o mercado de distribuição estava ali trabalhando, então neste momento a gente continua trabalhando, atuando com a entrega em todo interior da Bahia”, disse Roque.

Hoje, a Associação conta com cerca de 300 empresas associadas em todo o estado da Bahia e atende a 70.000 pontos de vendas desde o pequeno varejo às grandes lojas. “O mercado todo teve que se reinventar neste momento de pandemia, como a gente não poderia parar caminhões, parar representantes, o que a gente fez? Cuidamos da proteção e higienização dos carros, uso de máscaras para os motoristas, equipe de vendas e mantivermos uma boa parte trabalhando online, mas graças a Deus, o mercado ficou abastecido e continua sendo abastecido durante toda a pandemia”, afirmou.

Apesar das diversas dificuldades encontradas pelo comércio, Roque destacou o lado positivo da pandemia, já que ações que poderiam ser implementadas em até cinco anos, foram colocadas em prática agora, facilitando não só as vendas, mas também a vida das pessoas que não conseguem sair de casa com tanta frequência. “Já observamos vários setores como o de calçados, confecções, que estão sofrendo muito, algumas empresas foram fechadas, muitos empregos perdidos, mas o setor de distribuição ele não parou, não tem como parar, é um serviço essencial. A pandemia está mostrando pra gente, movimentos que a gente achava que acontecer daqui a 2 anos, 3 anos, elas estão acontecendo agora, como o mercado online a venda delivery, muitas empresas estão se reinventando para não fechar completamente, então, temos vivo num tempo de muito aprendizado”, disse.

Roque continuou destacando o mercado online como uma das principais saídas, não só para as pequenas empresas, mas também para as grandes. “Nas empresas do grupo São Roque, o qual faço parte em Feira, hoje a gente já tem o mercado online, o cliente acessa, faz a sua compra e vai lá fora pega a sua mercadoria toda pronta, beneficia pessoas idosas por exemplo, pessoas que têm dificuldades neste momento. Não estávamos esperando toda essa revolução mas a pandemia aproximou todos estes prazos”, contou.

Ele ainda afirmou que espera que os empregos que foram perdidos, vão gerar um impacto na economia, e provavelmente os mercados como um todo vão sentir. “A gente espera que seja leve, que seja brando, estamos discutindo ações tanto com a agricultura familiar, com um pequeno emprego, pequeno varejo, sobre o que vai poder ser feito para que estes empregos que foram dizimados, tanto retomarem como também gerar menos impacto na economia, mas é uma preocupação real o que a gente tem”, afirmou.

Roque aconselhou que os pequenos empreendedores se associem e busquem mais informações, citando  o Sebrae e a CDL como exemplos. “É o momento de procurar ajuda, a gente vê que tem disposição por parte do governo, por parte das associações que quem não tem fins lucrativos, e não são governamentais, mas você tem a CDL que dá um auxílio às pessoas do setor, o próprio Sebrae, linhas de crédito que o governo está disponibilizando, agora ele deve procurar uma entidade que seja mais próxima do ramo dele, pra mim é o melhor caminho”, disse.

Segundo Roque, desde o início da pandemia, o setor de supermercado tem delimitado a quantidade da entrada de pessoas, higienizado os carrinhos logo na entrada, assim como as mãos dos clientes que estão entrando nas lojas e com todos os funcionários de máscara proteção, protegendo também os caixas com acrílico para manter o distanciamento na hora da conversa. “Os caminhões que a gente entrega são todos higienizados, quando viajam, em retorno a gente testa a temperatura, pois os profissionais estão se expondo, não podemos parar, temos que estar na estrada, muitas vezes com barreiras nelas, mas zelamos muito pela proteção de todos”, concluiu.

Comentários

Leia também