Programa De Olho na Cidade

08/02/2020 - 14:05

Em 5 anos, Bahia registrou 396 casos de sífilis em meninas menores de 14 anos

A doença sexualmente transmissível é causada por uma bactéria e, se não for tratada precocemente, pode comprometer vários órgãos como olhos, pele, ossos, coração, cérebro e sistema nervoso.
Saúde
Em 5 anos, Bahia registrou 396 casos de sífilis em meninas menores de 14 anos
Foto: Metropoles
Nos últimos cinco anos, 396 meninas menores de 14 anos foram diagnosticadas com sífilis na Bahia. Entre as adolescentes de 15 a 19 anos, o número chega à casa dos milhares com 2.344 ocorrências. Os dados estão presentes em um levantamento feito pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesab), que trata sobre diagnósticos de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) em crianças e adolescentes.
 
A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada pela bactéria Treponema pallidum e, se não for tratada precocemente, pode comprometer vários órgãos como olhos, pele, ossos, coração, cérebro e sistema nervoso. A doença também pode ser transmitida verticalmente, da mãe para o feto, por transfusão de sangue ou por contato direto com sangue contaminado.
 
Os dados indicam que no período em questão, o Estado registrou 213 casos de sífilis em meninas menores de 10 anos e 183 casos em garotas com idade entre 10 a 14 anos.
 
A sífilis se manifesta em três estágios: primário, secundário e terciário. Nos dois primeiros, os sintomas são mais evidentes e o risco de transmissão é maior. O terceiro, no entanto, se caracteriza por um período assintomático, em que a bactéria fica latente no organismo mas a doença retorna com agressividade acompanhada de complicações graves, podendo causar cegueira, paralisia, doença cardíaca, transtornos mentais e até a morte.


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